terça-feira, 21 de setembro de 2010

DONGA, O PRIMEIRO SAMBA GRAVADO NO BRASIL E AS MANOBRAS DA IMPRENSA.


Por Ricardo Moreno
para o Jornal Por-do-sol

Os grandes meios de comunicação não se cansam de farisaicamente alardear sobre a tal liberdade de expressão. Digo farisaicamente porque a crônica política e mesmo eventualmente a cultural está repleta de passagens que atestam justamente o contrário. E o contrário da liberdade de expressão é o monopólio da mesma, e nesse sentido eles já deram provas cabais de que temem, como o demônio a cruz, a democratização das comunicações, haja vista o fato de que quase toda grande imprensa do Brasil se retirou no final de 2009 da 1ª CONFECOM (Conferência Nacional de Comunicação), iniciativa que justamente visava potencializar a democratização das comunicações no Brasil.
  Em períodos eleitorais as denúncias da grande imprensa contra os candidatos que não são de sua preferência se multiplicam assustadoramente, mas tão rápido como elas vêm, elas se vão sem mais comentário. Alguns desses meios de comunicação, como a revista Veja, se especializaram em mentiras que não vão muito longe, mas que fazem, ao menos por algum tempo, a cabeça de uma quantidade razoável de pessoas. Ainda bem que é cada vez menor o número de pessoas que dão crédito a essa revista. Aos poucos, e não poderia ser diferente, a sociedade vai amadurecendo e passa a ser mais crítica com relação ao que lê. Alguns artistas brasileiros tais como Chico Buarque e Milton Nascimento após tantas mentiras e práticas sórdidas dessa revista, resolveram não mais dar nenhuma declaração a este veículo, ou seja, tratam-na como se ela não existisse.
Mas para que o eventual leitor dessa coluna e o editor da mesma não se frustrem por não termos até agora falado em música, vamos tratar de um episódio que junta o que vimos falando acima com a composição do chamado primeiro samba gravado no Brasil. Muitos conhecem essa passagem, mas como suponho que nem todos tenham ciência da mesma, vamos discorrer aqui sobre ela. É o seguinte: consta na crônica musical brasileira que em 1917 foi gravado o primeiro samba no Brasil – “Pelo telefone”, de Donga e Mauro de Almeida –. Ele é aquele que começa com os versos: “o chefe da polícia (folia) pelo telefone manda me avisar / que na carioca tem uma roleta para se jogar. É justamente sobre esses primeiros versos que queremos tratar, pois segundo Donga ele foi inspirado numa passagem que envolve uma armação montada pelo então proprietário do jornal “A noite” – Sr. Irineu Marinho (aquele mesmo, pai de Roberto Marinho) – que visava derrubar o então chefe de polícia do Rio de Janeiro, Aureliano Leal.
Este samba tem em sua história muitas contradições e “disse-me-disse”, mas o fato é que muitos musicólogos não têm dúvidas em afirmar que a letra é um apanhado de várias estrofes cantadas em improviso ou já consagradas nas rodas musicais populares do Rio de Janeiro. Nesse sentido, Mauro de Almeida, suposto criador da letra, atuou na verdade dando a forma final em um conjunto de versos já registrados na memória oral dos sambistas. Mas voltando à fraude montada pelo Sr. Irineu Marinho, consta que o dono do Jornal “A noite”, então desafeto do já referido chefe de polícia, combinou com alguns jornalistas para montarem uma simulação na qual uma roleta era colocada em pleno Largo da Carioca num momento em que o jogo estava proibido na cidade. A intenção era simplesmente desmoralizar a autoridade policial.
Sobre esse episódio Mauro de Almeida, ou outra pessoa, não se sabe ao certo, teria construído os primeiros versos do samba. Em algumas gravações aparece a expressão “o chefe da polícia” e em outras “o chefe da folia”. E aí as coisas ficam ainda mais complicadas porque o próprio Donga deu versões contraditórias sobre qual seria a versão original. Em depoimento ao Museu da Imagem e do Som, ele diz que a letra original é “O Chefe da Folia”... mas em entrevista a Sérgio Cabral e Ary Vasconcelos ele se contradiz afirmando que é “O Chefe da Polícia”... a letra inicial, mudada para a outra forma para evitar complicações com as autoridades.
Seja como for, o que nos interessa aqui, é explicitar as manobras feitas pelos que detém a exclusividade da publicação da fala. As Vejas, as Globos, os Estadões, as Folhas e seus congêneres, não podem mais agir de forma monoglósica num mundo intensamente complexo e polifônico. O que nos dá esperanças é que as novas ferramentas (blog, twitter, etc) e mesmo a velha imprensa alternativa (como esse jornal) possibilitam uma nova plataforma e uma nova possibilidade de democratização das falas, pondo abaixo o famigerado pensamento único. Saudemos esse novo tempo!!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O velho golpismo undenista travestido de liberdade de expressão...

Texto do site Carta Maior: 

O MODELO É O MESMO DE CARLOS LACERDA CONTRA VARGAS EM 1950: 'SE ELEITO, NÃO DEVE GOVERNAR'
  

Na reta final das eleições de 2010, a mídia demotucana desistiu de manter as aparências e ressuscitou o golpismo udenista mais desabrido e virulento. O arrastão conservador não disfarça a disposição de criar um clima de mar de lama no país nas duas semanas que separam a cidadania das urnas."Ódio e mentira", disse o Presidente Lula, no último sábado, em Campinas, para caracterizar a linha editorial que unifica agora o dispositivo midiático da direita e da extrema direita em luta aberta contra ele, contra o seu governo, contra o PT , contra Dilma mas, sobretudo, contra a legitimidade do apoio popular avassalador ao governo e a sua candidata nestas eleições. O jornal o Globo foi buscar no sempre desfrutável Caetano Veloso o mote para a investida: "É como se fosse assim uma população hipnotizada. As pessoas não estão pensando com liberdade e clareza". Ou seja, a vitória que se anuncia é ilegítima. Virtualmente derrotada a coalizão demotucana já não têm mais esperança eleitoral em Serra, que avalia como um 'estorvo', um erro e um fracasso --o mesmo "Caê", na entrevista ao jornal carioca, classifica o tucano como "burro", por não ter , desde o início, atacado frontalmente Lula. Sua candidatura, agora, sobrevive apenas como mula de um carregamento de forças, interesses, veículos e colunistas determinados a sabotar por antecipação o governo Dilma, custe o que custar. O objetivo é criar uma divisão radicalizada na sociedade brasileira. Vozes do conservadorismo, mesmo quando travestido de ares pop, caso de Caetano, inoculam na elite e segmentos da classe média um sentimento de menosprezo e ilegitimidade pelo veredito quase certo das urnas. A audácia sem limite cogita, inclusive, levar Dilma a depor no Senado, às vésperas do pleito que deve consagrá-la Presidente do país. O desafio à vontade popular é claro e típico do arsenal golpista. A receita é a mesma pregada por Carlos Lacerda, em manchete do jornal Tribuna da Imprensa, em 1º de junho de 1950, quando era evidente a vitória de Getúlio Vargas contra a UDN. O lema de ontem comanda hoje a ordem unida que articula pautas, capas e manchetes nos últimos 12 dias de campanha: "o senhor Getúlio Vargas, senador, não deve ser candidato à presidência, Candidato, não deve ser eleito, Eleito, não deve tomar posse, Empossado, devemos recorrer à revolução para impedi-lo de governar..."

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Gog na campanha da Dilma

GOG, o rapper dá o seu recado. Aliás, já há muito tempo que digo que aquela potência crítica e de contestação que outrora trasitava fartamente pela MPB, encontra-se agora alojada na galera do RAP. A MPB, com algumas exceções, esta mais procupada com outras coisas. Se tornou mais hedonista, não que antes não fosse, mas agora se esvaziou com relação ao social e suas lutas. Normal, em certa medida. Abaixo, Gog conclama a juventude a aderir à campanha da Dilma.


A história dos cosméticos.

Mais uma produção dos criadores do famoso The Story of Stuff, mostra que nossos xampus, protetores solares, bem como batons, etc. estão contaminados com produtos químicos que se acumulam em nosso corpo, nos envenenando, causando-nos várias doenças, desde infertilidade até câncer. O filme nos chama para exigirmos dos governos produtos com mais qualidade.

The Story of Cosmetics (Português) from Guilherme Machado on Vimeo.

Se há um Ex-Gabeira, há também uma Ex-Marina

Creio que parte da classe média bem intencionada tenha caído num tipo de esparrela que via de regra cai como uma luva para ela, qual  seja, a de se sentir em paz com sua consciência optando por um projeto que inspira “pureza” e uma prática política limpa e isenta de maldades, típicas das práticas polítcas comuns. Isso não existe!! E é muito claro que as alianças do PV da Marina está muito bem articulado com o PSDB aqui no Rio de Janeiro e em outros lugares. De certa forma a campanha de Marina despolitiza a política quando aponta para uma situação irreal e salvacionista. Outro grupo político que fez essa opção foi o PSOL, e aí temos que bater palmas para ele pelo fato desse grupo ter sido coerente com suas ideias: criticou Lula pelas alianças, mas não se aliou com setores na nova direita para com isso atingir dividendos eleitorais, como faz o PV e o PPS. 
  Outra coisa: Alguém explica o índice de rejeição da candidata Marina em todas as pesquisas eleitorais? Eu arrisco: as teses defendidas em sua campanha apontam para um ecologismo de direita. Se não vejamos: quais das três principais candidaturas se identificam mais com o MST (tem uma entrevista muito boa do Stédile no Jornal Brasil de Fato sobre isso), por exemplo: é a candidatura da Dilma (já notaram como Marina não fala no movimento?). Ela também não fala nos tais índices de produtividade da terra. Infelizmente tenho que reconhecer que a tese do “ex-gabeira”, aqui no Rio, se aplica a Marina, ou seja: a candidata do PV é uma ex-Marina. 
  E para fechar: Por que Marina Silva faz tanto eco (sem trocadilhos) às denúncias de quebra de sigilo fiscal da filha de Serra, e não se manifesta sobrea a monumental quebra de sigilo bancário promovida, em 2001, pela empresa Decidir.com, das sócias Verônica Serra (filha de José Serra, candidato do PSDB à Presidência da República) e Verônica Dantas (irmã de Daniel Dantas, banqueiro condenado por subornar um delegado federal)???? Por que esse silêncio obsequioso à grande imprensa com relação a matéria da Carta Capital sobre o assunto? Será que isso faz parte do acordo tácito da candidata com a grande imprensa? Para refletir…

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

cymatic

Há anos atrás um amigo me falou sobre um fenômeno acústico chamado cimática, em inglês cymatic. ele estava muito interessado no assunto, e pensava mesmo numa pesquisa mais aprofundada. A questão é a seguinte: os padrões vibratórios de uma frequência quando inserida em um determinado meio, faz com que os materias envolvidos tendam a se agrupar de uma forma organizada produzindo com isso formas geométricas muito bonitas. Na verdade nem toda frequência produz esse efeito, mas muitas produzem figuras simétricas como mandalas ou yantras. Se as frequências têm essa capacidade de interferir na matéria, elas também poderiam interferir na nossa própria matéria corporal. Enfim, dá pra viajar pensando em múltiplos usos, tais como: saúde, educação, psicologia e etc. Vejam abaixo o vídeo de uma experiência.


terça-feira, 14 de setembro de 2010

Pelo 2º ano, Brasil lidera ranking de combate à fome

  Eis aqui uma matéria veiculada pela BBC Brasil que dá conta de um ranking elaborado pela ONG ActionAid, que mede os esforços dos países para superarem o flagelo da fome. Pelo segundo ano consecutivo o Brasil ficou em primeiro lugar. São episódios como estes que nos leva a concordar como o presidente do IPEA Márcio Pochmann que algum tempo atrás afirmou que a continuar os programas de transferência de renda levados a cabo pelo governo Lula, em vinte anos poderemos nos considerar um país justo. Ainda com problemas, é claro, mas já em um patamar mais civilizado. Segue a matéria.

Em tempo: algumas pessoas, poucas é verdade, insistem que esses programas não passam de meras esmolas. Será???

Pelo 2º ano, Brasil lidera ranking de combate à fome



O Brasil lidera, pelo segundo ano consecutivo, um ranking da ONG ActionAid que mede o progresso de países em desenvolvimento na luta contra a pobreza.

O novo ranking foi divulgado nesta terça-feira no relatório Who’s Really Fighting Hunger? (Quem realmente está combatendo a pobreza?), em que a ONG analisa os esforços em 28 países para combater o problema.
A ONG considerou o desempenho dos países em categorias como presença de fome, apoio à agricultura em pequenas propriedades e proteção social.

O Brasil é seguido por China e Vietnã. Em último na lista está a República Democrática do Congo.

Pequenas propriedades

Como em 2009, a ActionAid elogia as políticas sociais adotadas pelo governo federal para reduzir a fome no país, destacando os efeitos benéficos de programas como o Bolsa Família e o Fome Zero.

Entretanto, o relatório destaca o pequeno avanço do Brasil, em relação aos demais países emergentes estudados, na adoção de políticas de incentivo à agricultura em pequenas propriedades.

Nesse quesito, o documento coloca o Brasil na 26ª posição entre os 28 analisados, à frente apenas da República Democrática do Congo (27º colocado) e de Guatemala (28º).

“O governo (brasileiro) começou a investir muito mais na agricultura em pequenas propriedades. Entretanto, ainda há um longo caminho para acabar com a fome e reagir às imensas desigualdades históricas que existem entre os pequenos e grandes produtores”, diz o relatório.

“O Brasil tem tido a tendência de concentrar seu investimento em agrobusiness, o que contribuiu para a concentração de terras nas mãos de um pequeno número de pessoas.”

“O governo brasileiro (...) precisa evitar a promoção de biocombustíveis às custas da segurança alimentar, pois a expansão dos biocombustíveis está elevando o preço da terra e transformando plantações em combustível”, diz o texto.

Prejuízo

O relatório da ActionAid também destaca que a fome causa um prejuízo anual de US$ 450 bilhões para os países mais pobres.

Segundo a ONG, dos 28 países emergentes analisados no relatório, apenas oito estão a caminho de conseguir cumprir, no prazo previsto, as metas de desenvolvimento do Milênio da ONU para a redução da fome. As metas preveem que, em relação aos níveis de 1990, os países diminuam pela metade o número de pessoas subnutridas e de crianças que estão abaixo do peso ideal até 2015.

“Lutar contra a fome agora vai custar dez vezes menos do que ignorar o problema. (Por causa da forme), todos os anos, a redução da produtividade dos trabalhadores, os problemas de saúde e a oportunidade perdida de buscar educação resultam num custo de bilhões para os países pobres”, disse a presidente da ActionAid, Joanna Kerr.

sábado, 11 de setembro de 2010

11 de setembro

Em seu belíssimo livro "história e memória", Jacques LeGoff nos diz, entre tantos achados interessantes, acerca de disputas que se travam dentro das sociedades de todos os tempos, sobre o que se deve ou não lembrar. Há uma espécie de disputa no plano simbólico para que determinadas coisas não sejam esquecidas. Mas como as sociedades são, com exceção das sociedade sem classes, formadas por agrupamentos diferentes (classes, estamentos, tribos, etc) a disputa se dá no sentido de que os vários atores tentam fazer com que suas memórias mais caras sejam aquelas a ser celebradas pelo conjunto. Estou falando tudo isso para me referir a data 11 de setembro. Neste dia, em 2001, como todos sabem, ocorreu uma tragédia nos EUA. Dois grandes prédios da cidade de Nova York foram atacados por aviões que se chocaram contra eles matando milhares de pessoas.
Acontece que na mesma data 28 anos antes da tragédia estadunidense, em 1973 portanto, outra tragédia acontecia. Desta feita com a população do Chile, pois nesta data um governo popular, eleito e muito querido foi deposto por militares com o apoio claro dos EUA.
Recentemente 11 diretores foram chamados para realizarem curtas-metragens de 11 minutos cada, onde cada um mostraria sua própria visão acerca da tragédia ocorrida nos EUA. Segue abaixo o curta feito pelo genial diretor inglês, de quem sou fã, Ken Loach.


The iPad Orchestra

Participo de uma lista de discussões em torno do tema da disciplina Etnomusicologia e lá deu pano pra muita manga a disponibilização desse video que divulgo abaixo. É sem dúvida um tema interessante: uma peça musical do século XV ou XVI executada por um grupo de pessoas que ao invés de estarem portando violinos, violas, clarinetes etc. estão na verdade com pequenos computadores na mão imitando os sons dos instrumentos, vamos dizer assim, "reais" (com bastante aspas). Um dos debatedores colocou que achava uma pena uma tecnologia hiper-moderna para executar coisas de trezentos anos atrás. De qualquer modo, essa possibilidade demonstrada pelo grupo que realiza a performance, The iPad orchestra, abre a possibilidade para outras experiências, tais como experiências formais e timbrísticas. Vejam e tirem suas conclusões:

The iPad Orchestra from Alex Shpil on Vimeo.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Mais evidências sobre o falso escândalo

O blog de Luís Nassif traz uma carta interessante escrita por Renato Machado que dá conta de uma matéria de outubro do ano passado, 2009, sobre esquemas de vazamento na Receita Federal. O texto de Renato Machado (e a matéria do SBT) nos faz compreender de que se trata de um esquema de bandidos que negociam informações sobre qualquer brasileiro - lá tinham informações sobre Guido Mantega, Lula e outros. A matéria traz inclusive um depoimento de José Serra, que na ocasião não destila nenhuma ira em relação a Dilma ou ao PT, pelo contrário, fala calmamente sobre o assunto. A hipótese então, é de que toda essa celeuma é o requentamento de uma história antiga e a atribuição do vazamento ao PT. Vejam a matéria e o vídeo:

Serra sobre o sigilo em outubro de 2009

Nassif,

Mais inacreditável do que isso é o fato de que existe uma matéria feita pelo SBT BRASIL, tratando do assunto de quebra de sigilos por uma máfia que atua em São Paulo, na qual o próprio José Serra comenta o fato do vasamento de sua declaração e de sua mulher com total calma e naturalidade, sem dizer que foi o PT, ou que é por motivos eleitorais. A reportagem ainda comenta sobre a violação de várias outras autoridades e pessoas comuns incluindo aí a própria Veronica Serra, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua mulher, Guido Mantega, etc..
Acho que está mais que na hora de desmascarar essa história toda! Você com sua influência estou seguro que consegue! Esse video é prova cabal de que José Serra está explorando uma mentira para ganhar terreno em uma eleição perdida para ele!

Abs,

Renato Machado

domingo, 5 de setembro de 2010

MARINA NO COLO DA DIREITA

 O belo artigo abaixo é de autoria de Emir Sader e creio que ele tenha acertado na mosca quando analisa o papel que desempenha hoje a ex-ministra Marina Silva. É de fato triste ver alguém com uma trajetória tão forte do ponto de vista simbólico aderir a um ideário que vem a ser a antítese do seu movimento libertário. Enfim... leiam!

MARINA NO COLO DA DIREITA.
por Emir Sader

   No Forum Social Mundial de Belém, em janeiro de 2009, Marina propagava que ela seria o Obama da Dilma. Já dava a impressão que as ilusões midiáticas tinham lhe subido à cabeça e que passava a estar sujeita a inúmeros riscos.
De militante ecologista seguidora de Chico Mendes, fez carreira parlamentar, até chegar a Ministra do Meio Ambiente do governo Lula, onde aparecia como contraponto de formas de desenvolvimentismo que não respeitariam o meio ambiente. Nunca apresentou alternativas, assumiu posições perdedoras, porque passou ao preservacionismo, forma conservadora da ecologia, de naturalismo regressivo. Só poderia isolar-se e perder.
   Saiu e incutiram na sua cabeça que teria condições de fazer carreira sozinha, com a bandeira supostamente transversal da ecologia. Saiu supostamente com críticas de esquerda ao governo, mas não se deu conta – pela visão despolitizada da realidade que tem – da forte e incontornável polarização entre o bloco dirigido por Lula e pelo PT e o bloco de centro direita, dirigido pelos tucanos. Caiu na mesma esparrela oportunista de Heloísa Helena de querer aparecer como “terceira via”, eqüidistante entre os dois blocos, ao invés de variante no bloco de esquerda.
   Foi se aproximando do bloco de direita, seguindo as trilhas do Gabeira – que tinha aderido ao neoliberalismo tucano, ao se embasbacar com as privatizações, para ele símbolo da modernidade – e foi sendo recebido de braços abertos pela mídia, conforme a Dilma crescia e o fantasma da sua vitória no primeiro turno aumentava.
   As alianças da Marina foram consolidando essa trajetória na direção do centro e da direita, não apenas com empresários supostamente ecologistas – parece que o critério do bom empresário é esse e não o tratamento dos seus trabalhadores, a exploração da força de trabalho – e autores de auto-ajuda do tipo Gianetti da Fonseca, ao mesmo tempo que recebia o apoio envergonhado de ecologistas históricos.
   O episódio da tentativa golpista da mídia e do Serra é definidor. Qualquer um com um mínimo de discernimento político se dá conta do caráter golpista da tentativa de impugnação da candidatura da Dilma – diante da derrota iminente no primeiro turno – com acusações de responsabilidade da direção da campanha, sem nenhum fundamento. Ficava claro o objetivo, típico do golpismo histórico – que vinha da UDN, de Carlos Lacerda, da imprensa de direita e que hoje está encarnado no bloco tucano-demista, dirigido ideológica e política pela velha mídia.
Marina, ao invés de denunciar o golpismo, se somou a ele, tentando, de maneira oportunista, tirar vantagens eleitorais, dizendo coisas como “se a Dilma (sic) faz isso agora, vai saber o que faria no governo”. Afirmações que definitivamente a fazem cair no colo da direita e cancelam qualquer traço progressista que sua candidatura poderia ter até agora. Quem estiver ainda com ela, está fazendo o jogo da direita golpista, não há mais mal entendidos possíveis.
   Termina assim a carreira política da Marina, que causa danos gravíssimos à causa ecológica, de que se vale para tentar carreira oportunista. Quando não se distingue onde está a direita, se termina fazendo o jogo dela contra a esquerda.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Tracking Vox/Band/iG: Dilma tem 51% e Serra fica com 25%

Tracking Vox/Band/iG: Dilma tem 51% e Serra fica com 25%

Tradicionalmente usado pelos partidos políticos, levantamento será publicado diariamente pelo iG

 Na primeira medição do tracking encomendado pelo iG e pela Band ao Instituto Vox Populi, a candidata do PT ao Palácio do Planalto, Dilma Rousseff, aparece na liderança, com 51% das intenções de voto. O cenário, que daria à petista a vitória no primeiro turno, mostra o adversário tucano José Serra com 25%. A candidata do PV, Marina Silva, aparece em seguida, com 9%. Outros candidatos obtiveram, juntos, 1% das intenções de voto. Brancos e nulos somaram 4%, enquanto os indecisos ficaram em 11%.

O tracking, modalidade de pesquisa tradicionalmente utilizada pelas campanhas eleitorais para identificar tendências na definição do voto, será divulgado diariamente pelo iG. Apesar de o sistema ser utilizado há mais de uma década pelos partidos políticos e campanhas eleitorais, os dados tradicionalmente não entravam no rol de divulgação dos veículos de comunicação.
O tracking Vox/Band/iG conta com 2.000 entrevistas, sendo que um quarto dessa amostra é renovada diariamente. Essa renovação permite identificar rapidamente as tendências de evolução das intenções de voto. A margem de erro do tracking é de 2,2 pontos porcentuais para mais ou para menos.
No tracking espontâneo, no qual os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Dilma tem 41% das intenções de voto, enquanto Serra aparece com 19%. Marina, nesse caso, tem 6%. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda é citado por 2% dos entrevistados. Brancos e nulos somaram 4%, não souberam ou não responderam 11%.

 

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Educomunicação

 USP inova com licenciatura em Educomunicação

A nova graduação integra os cursos de pedagogia como o de comunicação e artes

  A escola está falida! A mídia, em crise!. Quantas vezes já não ouvimos essas expressões! Realmente os alunos já não têm a escola como única fonte de conhecimento. E o modelo de negócio da grande mídia está ameaçado pelo barateamento dos custos de produção e distribuição de conteúdo. É nesse contexto que o curso de Educomunicação inova.

Integrar a Pedagogia com a Faculdade de Comunicação e Artes foi um dos desafios transpostos por Ismar de Oliveira Soares, coordenador da nova graduação. Com currículo transdisciplinar, a licenciatura pretende habilitar os jovens a assumirem vagas, principalmente como gestores de comunicação, tanto na iniciativa privada como na pública. As inscrições para a primeira turma começaram 27 de agosto de 2010, por meio da FUVEST.

Flávia Rossi do Instituto Chico Mendes do Ministério do Meio Ambiente ressalta que a  educação como política pública é um novo campo de trabalho para os comunicadores. A política pública de educação sobre conservação da biodiversidade nas unidades de conservação, por exemplo, só é bem sucedida se houver uma comunicação muito bem feita, envolvendo os moradores dessas regiões e os habilitando para a gestão participativa. Vale a pena conferir os vídeos elaborados por moradores dessas unidades de conservação no projeto Tela Verde, a rádio Nas Ondas do São Francisco e o fichário com material para educadores ambientais Coleciona.

Guilherme Canela, da UNESCO, enfatizou a importância que a ONU confere à educomunicação há várias décadas. Mas cada vez o tema tem mais relevância, devido à centralidade das mídias na experiência cotidiana, no trabalho, no estudo e no lazer. Com o barateamento do custo de se tornar fazedor de conteúdo midiático, o tema não pode mais ser ignorado, tem de ser incorporado às decisões de política pública. “Ou fazemos bem ou fazemos mal, mas não se pode mais fazer nada”. Até o final do ano, a UNESCO escolherá 8 paises piloto para lançar iniciativa de qualificação de educomunicadores, o Brasil pode ser um deles.

No terceiro setor, a carreira de educomunicador já vem sendo procurada há tempo. Eles já são uma realidade, por exemplo, na Viração, revista, site e movimento social, no Canal Futura de televisão e na Associação Cidade Escola Aprendiz. Em todos esses ambientes o profissional tem de se adaptar à migração digital, à transformação na direção dos fluxos de comunicação, que deixa de ser difusão unidirecional (broadcast) para ser interação multidirecionais (web). Há intensa mudança nas formas de aquisição de conteúdo, o usuário passa a ser protagonista, estabelecendo uma relação dialógica. Assim, o profissional precisa trabalhar em parceria nos projetos de comunicação que são elaborados por todo mundo, em todo lugar, a todo tempo. A produção tem de ser dialógica, colaborativa, em rede, interativa, com co-autoria modular e granular, ou seja, sem equipes internas, com produções tercerizadas, nas quais os parceiros têm autonomia editorial. O lider de comunidade do nordeste é um grão tão importante no sistema como o grão universidade de renome em São Paulo. Assim, a competência básica do educomunicador é mediação de interesses. Afinal consensos provisórios são substituídos por outros a todo momento e não haverá nunca unanimidade.

Como sintetizou Vitor Massao, o educomunicador “nao deve ensinar a pescar, mas a caminhar junto até o lago”. O profissional tem de contribuir para a descoberta não descobrir, não tem que mostrar o seu jeito de fazer as coisa, mas mediar para que a pessoa encontre o seu próprio caminho. Os desafios são grandes, mas o curso de licenciatura da USP já é um primeiro passo.

Danielle Denny

A incrível história do professor que não sabia ler

 Vejam que história interessante esta do professor que não sabia ler. A se confirmar ela é no mínimo um fenômeno. Leiam:


John Corcoran é o que podemos considerar um fenômeno! Mesmo sem saber ler, escrever ou mesmo soletrar, ele conseguiu se formar em uma universidade da Califórnia e dar aula - dar aula!!! - por 17 anos em outra. O americano só foi alfabetizado aos 48 anos.

"Mas como isso foi possível, caro blogueiro?", você está se perguntando, não? Vamos à explicação que o próprio deu à emissora "10 News", de San Diego: quando era aluno de escola primária, John começou a apresentar problemas de aprendizado.

O menino contou com a conivência dos pais e dos professores, que o passavam de ano. "Quando eu tinha 8 anos, eu rezava na hora de dormir 'Deus, por favor, amanhã, quando for a minha vez de ler em sala, faça-me ler'". Mas o milagre não acontecia. O milagre da leitura, porque o da aprovação sempre aparecia ao fim do ano letivo. Por causa de problemas psicológicos e comportamentais, o pequeno Johnnie tinha suas deficiências acobertadas e sempre avançava.

John também contribuiu, aprendendo a disfarçar sua condição iletrada. Arrumava problemas em sala de aula e passava boa parte do tempo no escritório do diretor. Em 1956, ele recebeu o diploma da Palo Verde High School, em Blythe.

E John chegou à universidade, em El Paso. Lá aprimorou suas técnicas para burlar o sistema. Ele roubava provas e convencia colegas a completar suas tarefas. Trapaceiro virou o sobrenome de John.

"Eu não podia ler palavras, mas podia ler o sistema e as pessoas", disse.

Em 1961, John se tornou bacharel em educação. Educação!!!!! Mesmo analfabeto...

"A prefeitura de El Paso dava a quase todos os graduados um emprego", explica John.

Durante 17 anos, mesmo sem juntar lé com cré, o americano deu aulas em uma escola secundária de Oceanside.

A tática de John: ele desenvolveu um técnica de ensino baseada nos recursos oral e visual. Um gênio, não?"Não havia uma palavra escrita por mim em sala de aula. Eu sempre tinha dois ou três professores assistentes para escrever no quadro e ler o boletim", conta.
Em um determinado momento, a farsa ficou insuportável e John pediu licença da escola, Ele se trancou com uma tutora voluntária, de 65 anos. Depois de um ano, já sabia ler. Pelo menos tanto quanto os seus alunos.

O americano já escreveu dois livros e criou a Fundação John Corcoran, que ajuda analfabetos a terem uma melhor oportunidade na sociedade.

Estou de queixo caído...

domingo, 29 de agosto de 2010

Exame genético de Hitler

 Vejam que notícia interessante com relação ao mapa genético de Hitler. Ele era um pouco judeu e um pouco Negro. o que não entendi é que sendo a "negritude" um fenótipo, ou seja, um traço biológico, é possível ele ser capturado nesse tipo de análise. Mas, e com relação a ser judeu? Será que há algum traço genético-biológico que seja possível ser capturado? Acho difícil! De todo modo, segue a matéria do portal Terra.

 Exames de DNA realizados com parentes do ex-líder nazista Adolf Hitler revelaram que ele era descendente de pelo menos dois "grupos" que desprezava: judeus e negros. Segundo a revista belga Knack, o jornalista Jean-Paul Mulders pegou um guardanapo usado por um sobrinho-neto de Hitler que vive em Long Island, nos Estados Unidos, e mandou o material para testes. As informações são do jornal Daily Mail.
A análise da amostra levou Mulders até a Áustria, onde ele descobriu que um agricultor identificado como Norbert H. era primo do ditador. O jornalista, junto com o historiador Marc Vermeeren, encontrou também outros 39 parentes distantes de Hitler no país. Norbert H. concordou em fornecer material genético para os exames.
Utilizando as duas amostras, especialistas chegaram à forma particular do DNA, Haplopgroup E1b1b - que é rara na Alemanha e em toda a Europa Ocidental. "É mais comumente encontrado no Marrocos, na Argélia, Líbia e Tunísia", disse Jean-Paul Mulders. Especialistas suspeitam que o grupo genético seja o mesmo ao qual pertencem uma das maiores linhagens de famílias judaicas. "Pode-se dizer, a partir desta premissa, que Hitler era parente de pessoas que ele desprezava", afirmou o jornalista na revista.

sábado, 28 de agosto de 2010

Elucubrações da grande imprensa

A grande mídia diante do resultado absolutamente adverso por que passa o seu candidato, faz mil elucubrações para tentat explicar esse fracasso. O "Estado de São Paulo" fez uma matéria dizendo o óbvio, mas querendo dar a este óbvio um ar de denúncia, ou de tentar minimizar a imagem da candidata Dilma. Eles dizem em letras garrafais que "não são os atributos da petista que seduzem os eleitores", acrescentando que 2 em cada 3 eleitores dela só fazem isso porque ela é a candidata do Lula. É ou não chover no molhado? Não há dúvida que boa parte do eleitorado de Dilma vota nela por conta dela ser a candidata do Lula, ponto. Mas o que se pode depreender disso é que as pessoas estão votando em um projeto o qual elas vêem como positivo. Não há mistério!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Dilma e Fluminense, tudo a ver...

Em nova pesquisa nacional do Ibope, aplicada esta semana e que será publicada amanhã pelo jornal O Estado de S. Paulo, Dilma Rousseff abriu 24 pontos percentuais de vantagem sobre José Serra.

Ela subiu oito pontos percentuais nas intenções de voto. Foi para 51%. Serra caiu cinco pontos percentuais - de 32% para 27%. Marina Silva oscilou de 8% para 7%.

Todos os adversários de Dilma somam 34% de intenção de voto. Ela tem 17 pontos percentuais a mais do que eles. Se a eleição fosse hoje, ganharia no primeiro turno.

E agora José?? Ou réquiem para um tucano

Enquanto a oposição sem rumo tenta criar um fato novo que a tire do lamaçal em que se encontra, a campanha da Dilma marcha inexoravelmente para a vitória no primeiro turno. Tenho comparado a campanha dela com a do Fluminense, ou seja, tá lá nas cabeças. Bom, mas voltando a política, eu fiquei sabendo hoje que, entrevistado pela folha e pelo Jornal Nacional, o ministro (que não é flor que se cheire) Marco Aurélio Mello teria dito que "quebra de sigilo fiscal é golpe baixo", mas concluiu afirmando que "eles", se referindo a campanha da Dilma, "não precisam disso". Acontece que a Folha e o JN só usaram a primeira fala do ministro, tentando dessa maneira fazer parecer que há uma suspeita generalizada de que foi mesmo a campanha da Dilma que se utilizou da Receita Federal com fins eleitorais. Esse falso escândalo só reverbera nos blogs que vivem a soldo das fundações ligadas ao PSDB (como o do Reinaldo Azevedo) ou no PIG. Fora disso ninguém leva a sério.
Bom, mas para rir um pouco vale a pena ver essa montagem feita pelo blog "Cloaca News" intitulado "Réquiem para um tucano" com a canção "José" de Paulo Diniz sobre poema de Carlos Drummond. Vejam:

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Já era de se esperar um "escândalo"...

Por que raios o PT , a candidatura Dilma ou quem quer que seja no âmbito progressista iria bisbilhotar o sigilo fiscal da apresentadora Ana Maria Braga? A quem interessaria, de fato, enredar a campanha do PT --como acusa Serra no leito da extrema-unção eleitoral -- numa trama improvável que transforma em vítimas de um mesmo redil alguns de seus 'homens de confiança e de caixa" e a apresentadora mais popular da televisão brasileira junto ao eleitorado feminino? Recorde-se que esta fatia majoritária do universo eleitoral, antes serrista, foi progressivamente conquistada por Dilma, que empatou e agora bate o adversário na preferencia das mulheres, por larga margem, em todas as pesquisas de intenção de voto. A própria apresentadora Ana Maria Braga já manifestou simpatia pela candidata à sucessão de Lula. Insuspeito de qualquer empatia equivalente, o comentarista da Folha, Janio de Freitas, sempre ácido contra Lula, alertava hoje de forma quase premonitória em sua coluna, na qual lamenta o abandono de Serra pelos seus próprios pares. Aspas: '...Menos pela excitação quase esportiva das pesquisas do que pelas atitudes de José Serra e do PSDB diante delas, a disputa eleitoral para a Presidência reduz-se a uma pergunta: o que dizer ainda a seu respeito? É verdade que a Polícia Federal, ao menos até agora, não entrou em cena, como fez nas últimas campanhas com insuspeitada vocação eleitoral, de feitos jamais esclarecidos dada a útil circunstância de que à própria PF coube o dever do esclarecimento.O ensaio de um ex-delegado federal não passou disso mesmo, agora, com o tal convite para abastecer de dados, sobre oposicionistas, um citado serviço de inteligência da campanha de Dilma Rousseff. Tempo há, mas seria impróprio atribuir a essa expectativa as atitudes de Serra e do PSDB diante da sua performance no skate em ladeira..." Recoloca-se a pergunta: a quem interessa a reedição de um 'caso Lunus' versão 2010? Em 2002, como se recorda, uma obscura ação da PF envolvendo como sempre malas de dinheiro fotogenicamente oferecidas ao Jornal Nacional e correlatos, tirou da disputa Roseane Sarney, então a principal rival de Serra na disputa pela primazia eleitoral junto aos interesses de centro-direita na sucessão de FHC. Como ironiza Janio de Freitas coube à própria raposa investigar o esquartejamento das galinhas nquele episódio. O caso nunca foi esclarecido, mas a família Sarney sedimentou uma esférica certeza: Serra deixou digitais na chacina.
(Carta Maior; 27-08)

Mais uma lusitana...

Portugal sempre foi para nós brasileiros, fonte de piadas e brincadeiras. Agora na era virtual não seria diferente. De vez em quando encontro na rede umas coisas engraçadas, como por exemplo, a Anabela de Malhadas, que postei há alguns dias atrás. Agora posto uma conversação televisiva muito engraçada. A âncora do jornal ficou um pouco atordoada com a inusitada cantada, se podemos dizer assim, que recebeu de um fã. Vejam: