sexta-feira, 13 de maio de 2011

LUIGI RUSSOLO E SUA MÁQUINA DE FAZER RUÍDO

Lembro de uma aula de história da música contemporânea quando o professor falava das experiências sonoras do pessoal da música concreta, e um amigo se virou de lado e disse: "puxa, meu avô nem era nascido e esse pessoal já tava pirando". Pois é, e tava mesmo! Abaixo uma peça de Luigi Russolo DE 1913, que foi um dos pioneiros nesse movimento. Ele foi autor de um manifesto intitulado "a arte do ruído" e estava vinculado ao ideário do futurismo. Sua ideia então, era criar arte com o ruído ou estetizá-lo e para isso criou alguns intrumentos de produzir ruídos. Este do vídeo ele chamou de ntonarumori. Vejam:

domingo, 8 de maio de 2011

Lula Cortes e as pedras encantadas do Ingá

Lula Côrtes foi uma das figuras mais "roots" (aprendi essa com meu filho) da música popular brasileira. Os depoimentos dele no documentário "nas paredes da pedra encantada - Paebirú" são realmente muito interessantes. Logo no início ele diz que é muito dura a vida de um "pobre star" no Brasil. Mas o documentário trata da concepção e criação do disco que Lula gravou na década de 1970 com Zé Ramalho - Paebirú. Segundo um dos diretores os dois autores não gostam muito de ficar falando sobre esse disco, pois ele não teve a repercussão que os dois achavam que teria, coisa e tal. Mas o Lula bem que falou bastante, e sempre ou quase sempre, de maneira muito divertida e sem afetação. Zé não apareceu, mas Alceu esteve lá e proseou e cantou com Lula. O documentário resvala na cena psicodélica na qual o disco estava inserido, mas sem entrar muito no assunto. De todo modo, fica claro que essa história da cena rock-psicodélica pernambucana ainda precisa sem contada.
O disco é cercado de várias histórias, tais como o fato dos álbuns terem desaparecido na cheia (é assim que nós pernambucanos nos referimos as enchentes)de 1975 em Recife, sobrando apenas algumas unidades, sendo que parte deles estão hoje na Europa e EUA. Este disco depois de anos e anos de obscuridade foi relançado na Inglaterra, Alemanha e EUA, fato que fez com que se lançasse luz sobre ele aqui no Brasil. O documentário passou aqui no Rio de Janeiro no Festival Internacional de Documentários Musicais IN-EDIT, e dificilmente entrará em circuito. Talvez daqui a algum tempo se possa vê-lo pelo Youtube... quem sabe?

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