sábado, 13 de novembro de 2010

Estadunidenses são estúpidos??

Esse programa poderia ser muito bem uma montagem, mas pessoas que conheço que já moraram por lá, afirmam que é perfeitamente possível que essas respostas tenham sido dadas a sério. Bom, de todo modo é engraçado. Vejam isso:

Alunos do CIEP 318 interpretam Egberto Gismonti

Neste vídeo, meus alunos do CIART no CIEP 318, em Saracuruna - Duque de Caxias-, interpretam o tema "Circense" de Egberto Gismonti. O solo é feito na viola caipira por Gabriel Rodrigues. Vejam:

Professor Kabengele Munanga responde a Demétrio Magnoli

  O geógrafo Demétrio Magnoli é evidentemente um intelectual orgânico - tal qual preconizava Gramsci -, a serviço dos interesses reacionários brasileiros. Não é a toa que ele tem tanto espaço midiático pra defender o ideário conservador, com o beneplácito do não contradito, como aliás, é a tônica da grande imprensa. Mas o não contradito está apenas na mídia, porque na "vida real" abundam as respostas dadas a esses funcionários da reação. Do outro lado das trincheiras (sim, claro, pois trata-se de uma guerra mesmo), está, entre outros, Kabengele Munanga (foto ao lado), Professor do Departamento de Antropologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, que é um grande intelectual a serviço da descolonização e se torna, nesse sentido, um intelectual pós-colonial. É por isso que não o vemos com tanta frequência nas cbn's e band news da vida. É claro que nunca darão a ele o mesmo espaço, pois se o fizerem, muitos corações e mentes que hoje se posicionam contra a ideia das cotas, compreenderiam melhor o tema e perceberiam a necessidade histórica dessa iniciativa. Parabéns ao professor Kabengele Munanga pela excelente resposta dada a Demétrio Magnoli.
 Vejam a resposta acessando o link:

http://www.geledes.org.br/em-debate/kabengele-munanga-responde-a-demetrio-magnoli-04/07/2009.html

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Tonga da Mironga do Cabuletê

Há muitas explicações que tentam dar conta do sentido de composições da música popular brasileira. Algumas, apesar da verossimilhança, são apenas mentiras criativas muito bem engendradas. Lembro agoras de estalo de duas delas: "pedaço de mim" de Chico Buarque e "gostava tanto de você" de Edson Trindade, cantada por Tim Maia. Mas essa que recebi do amigo Emerson, explicando a canção e a expressão "a tonga da mironga do cabuletê" me pareceu bastante interessante. Se não é verdade deveria ser... Segue abaixo a explicação:

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Por acaso, descobri esta jóia de informação sobre o significado da expressão
"na tonga da mironga do cabuletê".

1970. Vinícius e Toquinho voltam da Itália onde tinham acabado de inaugurar a parceria com o disco “A Arca de Noé”, fruto de um velho livro que o poetinha fizera para seu filho Pedro, quando este ainda era menino. Encontram o Brasil em pleno “milagre econômico” da ditadura militar. A censura em alta, a Bossa em baixa. Opositores ao regime pagando com a liberdade e a vida o preço de seus ideais.
  O poeta é visto como comunista pela cegueira militar, e ultrapassado pela intelectualidade militante que, pejorativa e injustamente, classifica sua música de "easy music". No teatro Castro Alves, em Salvador, é apresentada ao Brasil a nova parceria.Vinícius está casado com a atriz baiana Gesse Gessy, uma das maiores paixões de sua vida, que o aproximaria do candomblé, apresentando-o à Mãe Menininha do Gantois. Sentindo a angústia do companheiro, Gesse o diverte, ensinando-lhe xingamentos em Nagô, entre eles “tonga da mironga do cabuletê”, que significa “o pêlo do cu da mãe”. O mote anal e seu sentimento em relação aos homens de verde-oliva inspiram o poeta.
  Com Toquinho, Vinícius compõe a canção para apresentá-la num show no Teatro Castro Alves.
Era a oportunidade de xingar os militares sem que eles compreendessem a ofensa. E o poeta ainda se divertia com tudo isso: “Te garanto que na Escola Superior de Guerra não tem um milico que saiba falar nagô”.

Tonga da Mironga do Cabuletê
Eu caio de bossa, eu sou quem eu sou
Eu saio da fossa, xingando em nagô
Você que ouve e não fala
Você que olha e não vê
Eu vou lhe dar uma pala,

Você vai ter que aprender
A tonga da mironga do cabuletê
A tonga da mironga do cabuletê
A tonga da mironga do cabuletê

Você que lê e não sabe
Você que reza e não crê
Você que entra e não cabe

Você vai ter que viver
Na tonga da mironga do cabuletê
Na tonga da mironga do cabuletê
Na tonga da mironga do cabuletê

Você que fuma e não traga
E que não paga pra ver
Vou lhe rogar uma praga

Eu vou é mandar você
Pra tonga da mironga do cabuletê
Pra tonga da mironga do cabuletê
Pra tonga da mironga do cabuletê


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