sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Pesquisa do IPEA sobre à desigualdade social no Brasil



Todos os grandes veículos de comunicação do Brasil alardearam em alto e bom som os resultados de uma avaliação feita pelo IPEA sobre os dados do PNAD (pesquisa nacional por amostra de domicílio) para o ano de 2008. A análise dá conta de que um rico gasta apenas em três dias o que um pobre leva um ano inteiro para gastar. Esses dados sempre são chocantes, mas não chegam a ser inesperados para aqueles que têm o hábito de acompanhar as vicissitudes históricas e políticas do Brasil. De fato, a quantificação sempre nos dá calafrios e ânsia de vômito.
Alguns meios de comunicação chegaram a mencionar a tendência de queda dessa desigualdade nos últimos anos. Mas o que eles "efetivamente" não revelaram foi o comentário feito pelo coordeador da pesquisa Sergei Soares. Ele explica que mantendo essa tendência recente de redução da desigualdade registrada nos últimos anos, que em média foi de -0,007, “o Brasil levará 20 anos para chegar a um patamar que pode ser considerado justo”. Segundo ele, isso corresponde a um valor de 0,40 no índice de Gini (índice que mede a destribuição de renda numa sociedade). O pesquisador sugeriu ainda que o governo “continue fazendo mais do mesmo”, estimulando programas como o Bolsa Família e o aumento do salário mínimo, e invista em educação e estimule a formalidade no mercado de trabalho.
Como se vê, as medidas sociais desenvolvidas pelo governo, tem sim, atuado no sentido de minorar o flagelo da desigualdade social em nosso país. Não é a primeira vez que o programa "Bolsa família" é citado como peça estratégica para o combate à desigualdade social. Por outro lado, o que se vê é um esforço sobre-humano da grande mídia brasileira em tergirversar, no sentido de ocultar e desinformar os seus leitores.

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