sábado, 3 de julho de 2010

Um estudo sobre a revista Veja

"Veja foi indispensável para construir o neoliberalismo"

Carla Luciana Silva -
Por Lia Segre - Observatório do Direito à Comunicação 

A professora do curso de História da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) Carla Luciana Silva passou meses dedicando-se a leitura paciente de pilhas de edições antigas da revista Veja. A análise tornou-se uma tese de doutorado, defendida na Universidade Federal Fluminense, e agora, em livro. “Veja: o indispensável partido neoliberal (1989-2002)” (Edunioeste, 2009, 258 páginas) é o registro do papel assumido pela principal revista do Grupo Abril na construção do neoliberalismo no país.

   A hipótese defendida pela professora Carla é que a revista atuou como agente partidário que colaborou com a construção da hegemonia neoliberal no Brasil. Carla deixa claro que a revista não fez o trabalho sozinha, mas em consonância com outros veículos privados. Porém, teve certo protagonismo, até pelo número médio de leitores que tinha na época – 4 milhões, afirma Carla em seu livro.

“A revista teve papel privilegiado na construção de consenso em torno das práticas neoliberais ao longo de toda a década. Essas práticas abrangem o campo político, mas não se restringem a ele. Dizem respeito às técnicas de gerenciamento do capital, e à construção de uma visão de mundo necessária a essas práticas, atingindo o lado mais explícito, produtivo, mas também o lado ideológico do processo”, afirma trecho do livro.





 Para ler uma entrevista com a autora siga o link: http://www.direitoacomunicacao.org.br/content.php?option=com_content&task=view&id=6573
O livro pode ser adquirido diretamente com a autora, através do email carlalssilva@uol.com.brEste endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Dunga contra o dragão da maldade

 Recebi esta mensagem, mas não sei se os fatos narrados de fato aconteceram. De todo modo, há vários jornalistas, como no caso de Bob Fernandes do portal Terra, que afirmam que o técnico Dunga de fato não permitiu alguns privilégios da Rede Globo de Televisão. Dizem até que ganhando ou perdendo, Dunga sairá do comando da seleção brasileira.
 
 
DUNGA – MESMO SE PERDER DE GOLEADA,
 JÁ É UM VENCEDOR...

O Jornal O Globo em sua primeira página da edição de hoje, quarta feira 16 de junho de 2010, desce a lenha na seleção e principalmente no seu treinador.
Qual a razão dessa súbita mudança de comportamento ? Vamos aos fatos :

Segunda feira, véspera do jogo de estréia da seleção brasileira contra a Coréia do Norte, por volta de 11 horas da manhã, hora local na África do Sul. Eis que de repente, aportam na entrada da concentração do Brasil, dona Fátima Bernardes, toda-poderosa Primeira Dama do jornalismo televisivo, acompanhada do repórter Tino Marcos e mais uma equipe completa de filmagem, iluminação etc. Indagada pelo chefe de segurança do que se tratava, a dominadora esposa do chefão William Bonner sentenciou : “ Estamos aqui para fazer uma REPORTAGEM EXCLUSIVA para a TV Globo, com o treinador e alguns jogadores...”
Comunicado do fato, o técnico Dunga, PESSOALMENTE dirigiu-se ao portão e após ouvir da sra. Fátima o mesmo blá-blá-blá, foi incisivo, curto e grosso, como convém a uma pessoa da sua formação. 
“ Me desculpe, minha senhora, mas aqui não tem essa de “REPORTAGEM EXCLUSIVA” para a rede Globo. Ou a gente fala pra todas as emissoras de TV ou não fala pra nenhuma...”
       Brilhante !!! Pela vez primeira em mais de 40 anos, um brasileiro peitava publicamente a Vênus Platinada !!!  “ Mas... prosseguiu dona Fátima - esse acordo foi feito ontem entre o Renato ( Maurício Prado, chefe de redação de Esportes de O Globo ) e o Presidente Ricardo Teixeira. Tenho autorização para realizar a matéria”.
- “ Não tem autorização nem meia autorização, aqui nesse espaço eu é que resolvo o que é melhor para a minha equipe. E com licença que eu tenho mais o que fazer. E pode mandar dizer pro Ricardo ( Teixeira ) que se ele quer insistir com isso, eu entrego o cargo agora mesmo!” O treinador então virou as costas para a supra sumo do pedantismo e saiu sem ao menos se despedir. 
       Dunga pode até perder a classificação, a Copa , seu time pode até tomar uma goleada, mas sua atitude passa à história como um exemplo de coragem e independência. Dunga, simplesmente, mijou na Vênus Platinada ! Uma estátua para ele !!! Isso sem contar que após as idiotices do GALVÃO BUENO 35 milhões de brasileiros mandaram pelo TWITTER a mensagem  ' CALA A BOCA GALVÃO '.
 
  Essa era a toda poderosa que um dia fez editoriais para a DITADURA MILITAR,  e como a FOLHA DE SÃO PAULO colocou toda sua estrutura , como carros, etc a serviço dos DITADORES ; por várias e diversas vezes OMITIU as campanhas do povo brasileiro pela ANISTIA, as DIRETAS JÁ, a CONSTITUINTE  e tenta hoje CRIMINALIZAR os MOVIMENTOS SOCIAIS.

Dilma no Roda Viva

Dilma Rousseff
Candidata á presidência

O Roda Viva encerra nesta segunda-feira, dia 28, uma série de programas para discutir as ideias apresentadas nessa disputa eleitoral.

A entrevistada será a candidata Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores. Ela nasceu dia 14 de dezembro de 1947, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

Do pai búlgaro, naturalizado brasileiro, Dilma herdou o sobrenome Rousseff. Ela estudou em colégio de freiras e após o golpe militar de 64 começou militância em organizações de esquerda que combatiam a ditadura.
Dilma Rousseff foi presa em São Paulo, em 1970, ficou quase 3 anos detida e foi vítima de tortura. Libertada, seguiu para o Rio Grande Sul em 1973, onde retomou os estudos na Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal.

Após a Lei da Anistia, em 79, Dilam Rousseff filiou-se ao Partido Democrático Brasileiro, o PDT de Leonel Brizola, e começou vida profissional na Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul.

Em 93, ela assumiu a Secretaria gaúcha de Minas, Energia e Comunicações, no governo Alceu Colares, cargo que voltou a ocupar, depois, no governo Olívio Dutra.

Filiada ao PT desde 2001, Dilma Rousseff integrou o grupo de transição do eleito presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, na seqüência, assumiu o Ministério das Minas e Energia, onde ficou até 2005, quando foi para Ministério da Casa Civil da Presidência da República.

Participam como convidados entrevistadores: Merval Pereira, membro do conselho editorial das organizações Globo, colunista do jornal O Globo e comentarista da rádio CBN e do canal Globo News; Luiz Fernando Rila, editor-executivo e coordenador da cobertura eleitoral do Grupo Estado; Sérgio Dávila, editor-executivo do jornal Folha de S. Paulo e Vera Brandimarte, diretora de redação do jornal Valor Econômico.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Eleições 2010

É SÃO JOÃO: SERRA QUEIMA COMO BATATA-DOCE ELEITORAL
 

do site carta maior


O resultado do IBOPE (40% Dilma contra 35% Serra) transformou a festa de São João do tucanato num bombardeio interno, no qual não faltam fogueiras expiatórias. Nelas ardem estratégias, estrategistas, dissimulações, vaidades, aspones e marketeiros que não entregaram o que prometiam: seis pontos de vantagem –alguns cogitaram até 12 pontos— sobre Dilma, após a propaganda intensa do candidato no mês junino, quando foi vedete nos programas de PSDB, PPS e PTB, sem falar de uma chuva de prata de inserções publicitárias. O foguetório revelou-se pó de traque na aferição do IBOPE, que trouxe Dilma na dianteira com cinco pontos de vantagem sobre o candidato do conservadorismo brasileiro. O fracasso do plano junino abriu uma temporada de vale-tudo na coalizão demotucana. Nesta 4º feira em SP, uma reunião de emergência do tucanato discute a crise em SP. Pelos jornais, estrategistas ressentidos com o conhecido menosprezo do candidato por idéias alheias, como o sociólogo Alberto Almeida [hoje, no Estadão], espinafram Serra e vaticinam sua derrota, sugerindo que a grande vantagem de Dilma é a soberba do tucano. Fernando Henrique 'confidencia' igual temor a colunistas, vingando-se da recusa original do amigo em assumir o figurino anti-Lula preconizado por ele. O pedágio cobrado pelos aliados para apoiar um pato manco tende a aumentar e a escolha do vice pode gerar defecções e dissidências. Em resumo, a três meses do pleito, Serra queima como batata-doce eleitoral e por ela ninguém mais bota a mão no fogo.

A direita estadunidense e o futebol

Eis aqui nessa postagem um pouco do nobre pensamento de parte da direita estadunidense. É realmente um primor de estupidez e arrogância.

Uol Esportes

O futebol é uma ideologia estrangeira que quer destruir a singularidade da cultura norte-americana. Os comentaristas conservadores dos EUA querem mais é que o USA Team seja eliminado logo na primeira fase. Tudo porque são contrários a entrada do esporte mais popular do mundo no país mais poderoso do globo.
“Não importa quantas celebridades o apoiam, quantos bares abrem mais cedo, quantos comerciais de cerveja eles veiculam, nós não queremos a Copa do Mundo, nós não gostamos da Copa do Mundo, não gostamos do futebol e não queremos ter nada a ver com isso”, declarou Glenn Beck, cuja opinião tem vaga cativa na Fox News, canal que sustentou a ferro e fogo a gestão do republicano George W. Bush e é opositora ao governo democrata de Barack Obama.
Beck chegou a comparar o futebol com o plano de assistência médica que Obama implantou no país. “O resto do mundo gosta de futebol, nós não. O resto do mundo gosta das políticas do Obama, nós não.”
A fúria da direita também se sente na voz elitista de Dan Gainor, analista do Media Research Center. “O futebol é um jogo de pobre. A esquerda está impondo o ensino de futebol nas escolas americanas, porque a América está ficando bronzeada”, escreveu, associando a popularidade do futebol acima do rio Grande com a crescente migração dos mexicanos para os EUA.
A teoria da conspiração encontrou eco em Matthew Philbin, ideólogo do centro de pesquisas de direita Culture and Media Institute. “A mídia liberal sempre se sentiu desconfortável com o fato de sermos únicos entre as nações, sermos líderes; e os esquerdistas são contra nossa rejeição ao futebol, da mesma maneira que são contra nossa rejeição ao socialismo”, fez a analogia, incomodado com a audiência dos jogos da Copa serem maiores que as finais da NBA, a típica e norte-americaní ssima liga local de basquete.
“O que aconteceu com a singularidade dos Estados Unidos da América do Norte? Este esporte foi criado por índios sul-americanos, que, em vez de bola, jogavam com a cabeça de seus inimigos”, afirmou o radialista e ex-agente do FBI G. Gordon Liddy, confundindo a origem do futebol (Inglaterra) e as histórias de sacrifício humano das tribos da América Central e do Norte com as da América do Sul.
O radialista Mark Belling também entrou no coro contrário ao futebol. “Estão querendo enfiar goela abaixo essa modalidade. Mas não vou reagir criticando, porque os liberais agem da mesma forma de quando você insulta o cabelo de um senador do Partido Democrata. Não vou dar essa chance a eles.”

José e Pilar

José e Pilar. Este é o título do documentário do diretor português Miguel Gonçalves Mendes, que registra o cotidiano do casal José Saramago e Pilar del Rio, sua companheira. O filme foi coproduzido pela 02, empresa de Fernando Meirelles, diretor que adaptou para a tela o brilhante Ensaio sobre a Cegueira. O filme deve ter sua primeira sessão brasileira durante a Mostra de Cinema de São Paulo, que se realiza em novembro de 2010.


domingo, 20 de junho de 2010

Tenho pena daqueles que se agacham até o chão...

   Acompanhando a movimentação político-eleitoral eu confesso que não me surpreenderia se em um eventual segunto turno das eleições presidenciais de 2010, a candidata Marina Silva viesse a apoiar o candidato tucano. Afirmo isso baseado nas declarações que ela tem dado (elogiando o processo de privatização ocorrida no governo demo-tucano, por exemplo), e também pelas movimentações e arranjos com vistas as coligações. Aqui no Rio a aliança é PV/PSDB/DEM/PPS (tenho dúvida se o PTB tá nessa), e Gabeira tem implorado ao PSDB que se resolva o quanto antes e o apoie. Confesso que senti nojo ao ver a foto de Gabeira ao lado das fotos de Marina e Serra. 
    É importante lembrar aos eleitores bem intencionados - que acham que Gabeira e Marina representam um sonho, ou uma nova utopia -, que esses dois saíram do governo Lula com um certo discurso moralista (Gabeira saiu oportunisticamente quando do suposto escândalo do mensalão), que apontava para uma frustração das utopias. Mas aí é o caso de se perguntar que utopia é esta que eles estão propondo ao lado da privataria do PSDB (nova direita) e do DEM (antigo PFL, ou a velha direita). Confesso que ao ver Gabeira ali naquela situação de implotar o apoio do PSDB lembrei de um velho samba de Wilson Batista que em uma de suas estrofes diz:

Tenho pena daqueles
Que se agacham até o chão
Enganando a si mesmos
Com dinheiro, posição
Eu nunca tomei parte
Desse enorme batalhão
Pois sei que além de flores
Nada mais vai no caixão

sábado, 19 de junho de 2010

Ponto para a seleção argentina

Nos últimos dias tenho visto várias indicações para o prêmio nober da paz. Vi uma campanha que indica as mulheres africanas; vi a indicação do presidente Lula; e vi também a indicação do grupo argentino "Avós da Praça de Maio". Creio que todos mereçam. Mas o que pretendo registrar aqui é que a seleção argentina entrou em campo para um de seu jogos (acho que foi no primeiro contra a Nigéria), fazendo uma campanha em favor das argentinas (foto abaixo) e a foto sofreu o bloqueio dos grande meios de comunicação. Parece que também foi retirada do site youtube. Registremos o ponto positivo de "los hermanos", principalmente quando pensamos em nossos craques preocupados em manifestar suas "crentinices".

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Saramago, um verdadeiro imortal!

É até difícil acrescentar mais alguma coisa a tantas declarações já feitas sobre o falecimento do grande escritor português José Saramago. Muito já foi dito inclusive sobre sua grandeza, para além do talento de escrever belos romances, em emprestar seu prestígio, sua sensibilidade e sua inteligência às boas causas do seu tempo. Como homenagem desse blog a essa grande personalidade do nosso século eu destaquei seu depoimento do documentário "Língua, vidas em português", no qual o escritor declara seu amor à língua portuguêsa.


quinta-feira, 17 de junho de 2010

Gramática brasileira

Alguns linguistas têm dito que é correto afirmar que existe uma língua brasileira. Não aprofundo a discussão por absoluta falta de competência, mas gosto de acompanhar as discussões. Quando li essa afirmação num texto do professor e linguista Marcos Bagno me lembrei de pronto de um samba de Noel Rosa chamado "não tem tradução". Lá pelas tantas diz o poeta: "Tudo aquilo que o malandro pronuncia / Com voz macia é brasileiro, já passou de português". Pois é, esses linguistas que estão arejando, digamos assim, as discussões em torno da norma culta e coisas afins, estão cada vez mais ganhando espaço e avançando. Mais um passo foi dado com o lançamento recente da "Gramática do Português Brasileiro" do professor Mário Perini. Ele diz que “A língua do brasileiro não é a língua que encontramos nos livros. É a língua falada pela totalidade da população, desde o trabalhador analfabeto na zona rural até o professor universitário ou o político. Na hora de conversar com os amigos, todos falamos basicamente a mesma língua”. Além de tratar das diferenças entre a língua oral e escrita, ele também discute sobre as noções do português ‘certo’ ou ‘errado’ – algo que, para ele, depende inteiramente do contexto: “A língua que eu uso para falar com amigos numa mesa de bar não pode ser a mesma que eu uso para escrever uma tese”, argumenta.
 Quem quiser pode ouvir uma bela entrevista do autor é só seguir o link abaixo:

Fé na festa – o novo álbum de Gilberto Gil

No final do mês de maio Gilberto Gil lançou mais um álbum na sua carreira: “Fé na festa”. O lançamento nesse período que antecede as grandes festas juninas não foi por acaso, pois o disco é repleto de baiões, xotes e xaxados. Não há nenhuma novidade no fato de Gil trazer em seu álbum esses gêneros musicais, pois ele sempre transitou com intimidade e maestria por essas plagas. Mas talvez o novo esteja na intensidade e quantidade em que esses gêneros aparecem. Eles dão mesmo a tônica do álbum, e nesse sentido podemos dizer que se trata de um disco “sanfônico”. O acordeom, instrumento que Gil também domina, é como uma espinha dorsal do álbum, se juntando muitas vezes a rabecas e flautas produzindo timbres muito bonitos.
                A única peça do disco que sai dessa atmosfera nordestina é a também bonita “não tenho medo da vida”, na qual Gil dialoga com uma canção de sua própria autoria intitulada “não tenho medo da morte”. Nesta última, faixa que integra o disco anterior – “Banda Larga Cordel” – Gil tematiza a morte e suas implicações sobre o próprio ato de viver. Em uma determinada estrofe ele diz: “não tenho medo da morte/
mas medo de morrer, sim / a morte é depois de mim / mas quem vai morrer sou eu / o derradeiro ato meu / e eu terei de estar presente / assim como um presidente / dando posse ao sucessor / terei que morrer vivendo sabendo que já me vou”
. É sem dúvida uma bela canção.
Já neste novo disco Gil se auto-parafraseia e diz que: “Não tenho medo da vida, mas medo de viver, sim / A vida é um dado em si, mas viver é que é o nó /
Toda vez que vejo um nó, sempre me assalta o temor / Saberei como afrouxá-lo, desatá-lo eu saberei? / A vida é simples, eu sei, mas viver traz tanta dor!”
É uma toada que destoa das outras faixas, mas sem desequilibrar o todo. Destoa porque é uma das poucas, e talvez a única, cuja letra produz uma atmosfera mais reflexiva e abstrata, compondo um texto lírico-dissertativo.
Mesmo sendo um disco cuja ênfase está mais no aspecto rítmico-dançante, Gil não se desarma de seu olhar antropológico e já de início, na faixa que dá nome ao disco – “Fé na Festa”, observa os aspectos sacros e profanos contidos nas festas que constituem o calendário católico popular brasileiro. Esse já foi um tema muito estudado por figuras luminares da intelectualidade brasileira: Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda, Alfredo Bosi, entre outros. Diz o refrão da canção: “Festa, festa na fé
Fé, fé na festa”.
Ou seja, a festa por dentro da fé, e a fé por dentro da festa, num jogo binário-dialético de oposições complementares que vão por fim compor o tecido no qual se desenha a brasilidade tão cara a este compositor.
Há no disco algumas regravações como “no norte da saudade”, e “Dança da moda”, um delicioso clássico de Luiz Gonzaga e Zé Dantas, bem como novas parcerias: “Lá vem ela”, com Vanessa da Mata e “São João carioca”, com Nando Cordel.
Gil mesmo quando redunda inventa, e vai aprendendo e ensinando na medida em que palmilha e elabora suas experiências estético-sonoras. E tem mais: quem olhar direitinho na capa do cd vai perceber que está lá, ainda que supostamente apenas como um adorno gráfico, uma figura do trigrama (conjunto de três linhas) chinês que compõe o I ching – O livro das mutações. E por coincidência ou não, o trigrama que lá está tem como imagem natural o céu, e como definição qualidades que poderiam facilmente estar associadas a Gilberto Gil: Criatividade, força e iniciativa.

A visão privatista na educação pública carioca.

Há uma tendência contemporânea, no que tange a educação pública, de responsabilizar os professores pelo insucesso nesta área. Não acho que não haja problemas, e claro que é preciso discutir e refletir sobre as ações docentes. Mas não se pode confundir isto com o que é veículado pela grande imprensa ou por alguns gestores públicos, que joga nas costas dos professores toda a responsabilidade pelo que acontece na educação pública. A sanha privatista, por incrível que pareça, ainda faz a cabeça de muita gente, e nesta área o viés privatista se expressa de forma diferente do que vimos na década de 1990 no Brasil. Nesse novo momento a privatização, e falo especificamente com relação à educação, não se daria com a privatização das redes públicas e a concomitante cobrança de mensalidades etc. Até porque isso esbarraria na constituição brasileira. O viés privatista está no "filé mignon", ou seja: institutos ligados a educação seriam contratados para promover ações no sentido de fiscalizar e avaliar as ações educativas e propor mudanças. Isso foi muito comentado na rede municipal do Rio de Janeiro, quando da entrada da secretária Cláudia Costin, e na época o Instituto a ser contratado era o Instituto Airton Sena, se não me engano. Agora está em curso, segundo uma diretora do Sepe (Sindicato dos Professores das redes públicas do Rio de Janeiro) um plano de "espionagem", que colocaria dentro da sala de aula uma espécie de fiscal para fotografar as aulas e a partir disso diagnosticar os problemas pedagógicos. Leiam a mensagem de Edna Félix, diretora do Sepe RJ - Regional III.
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Inicia-se em escolas públicas do Município do Rio de Janeiro mais um instrumento de coação e assédio aos profissionais de sala de aula. Com o objetivo de tentar demonstrar a ineficiência do professor, Cláudia Costin inaugura agora o chamado método Stalling. Consiste em enviar um observador para as salas de aula, que fotografará 10 momentos da aula por 15 segundo para, segundo eles, medir o tempo usado em classe para a construção do conhecimento. Ainda segundo a secretária, o objetivo é utilizar o método da observação para ajudar a desvendar a caixa preta da sala de aula e melhorar a performance do professor. Então façamos algumas observações.

   1. Em primeiro lugar não precisa gastar a fortuna que certamente será paga a Fundação Lemann, empresa responsável pelo projeto, para  ter esta informação sobre a sala de aula. Basta uma pesquisa com os próprios professores. Mais uma vez, no lugar de gastar diretamente na educação pública, o governo vai repassar nossas verbas à iniciativa privada.
   2. Dito isto, vamos então ao que de fato pode melhorar a performance do professor: Menos alunos em sala de aula, tempo para planejamento, contratação de mais profissionais, presença de profissionais como psicólogos, assistentes sociais e outros para acompanhar os problemas dos alunos, aumento salarial para que o professor não precise fazer duplas, triplas e muitos outros etecéteras.
   3. O artigo 5º, da Constituição garante  o direito de imagem é inviolável, assim como  a proteção à reprodução de imagens.
   4. O constrangimento que este projeto criará em nossas aulas também está previsto no código penal.
   5. A presença de pessoas estranhas em nossas aulas, sempre dispersa a atenção dos alunos prejudicando assim o desenrolar das mesmas.

Mas o objetivo verdadeiro que vem desenvolvendo a senhora Costin é o de privatizar a educação no nosso município, favorecendo amigos empresários. E para isso precisar provar o quanto somos “incompetentes” . Desqualificar nosso trabalho e destruir qualquer possibilidade de reação de nossa categoria.

Nós não podemos permitir!

Por isso professor, não se intimide. Você não é obrigado a aceitar em sua sala de aula, ninguém que vá fazer o trabalho de espionagem, rompendo com princípios de sua autonomia e com aqueles que regem a constituição brasileira. E se houver qualquer tentativa de coação, assédio moral no sentido de te obrigar a aceitar esta violação a seus direitos. Ligue para o SEPE, chame o seu representante.




segunda-feira, 14 de junho de 2010

cobertura jornalística da Globo

  A campanha ainda nem começou oficialmente e já dá vários sinais interessantes. Vejam só o que eu flagrei no último sábado dia 12 de junho no Jornal Nacional. Este noticiário fez uma cobertura das eleições 2010 e focalizou os dois primeiros colocados nas pesquisas. Só que na cobertura da campanha da Dilma o tempo foi de apenas 41 segundos, enquanto que a cobertura do candidato Serra o tempo foi de, pasmem, 4 minutos e 51 segundos. Sem contar que na matéria sobre o PSDB o tom era de material de campanha. Coisas como "o menino pobre que vendia laranjas". Uma verdadeira peça publicitária! Como é do meu costume, enviei de pronto um e-mail para a redação e, confesso, nem esperava resposta. Mas me surpreendi com uma mensagem da redação do jornal. Claro que não acredito na seriedade do que foi dito, mas é interessante também notar o procedimento da Rede Globo, pois com essa resposta ela cria uma imagem de acessível, democrática ou coisa parecida. Digo isso porque várias vezes enviei mensagens a outras redes e não obtive nenhuma resposta. 
  Abaixo segue a minha mensagem e a resposta da emissora, e também posto aqui o site do jornal para quem quiser conferir as matérias as quais me referi.

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De: MORENO <morenoricmelo@gmail.com>
Sábado, 12 de Junho de 2010
Assunto: JORNAL NACIONAL - CRÍTICA - 12/06/2010

a cobertura feita hj no JN sobre os candidatos a presidência da república foi absolutamente tendenciosa. Creio que como consumidor de informação e cliente desse jornal, estou sendo desrespeitado. O tempo dedicado ao candidato Serra foi imensamente maior do que o tempo dedicado a candidata Dilma. Além do conteúdo: a cobertura de Serra parecia campanha eleitoral - Menino pobre vendendo laranja, etc, etc,. Horrível isso, hein!!! Péssimo jornalismo!!

Resposta do Jornal Nacional:
Moreno

Respeitamos sua opinião e crítica. Suas considerações serão levadas ao conhecimento da direção do programa.


Cordialmente
Rede Globo - A gente se vê por aqui.

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link para jornal nacional do dia 12 de junho:

domingo, 13 de junho de 2010

começam os apoios a candidatura Dilma


 Chico Buarque, com sua declaração de voto em Dilma, abriu a temporada de apoios a candidata petista. Vejam quem mais a apoia.





 Aluíso Teixeira reitor da UFRJ: “Nós que vivemos dentro da universidade os oito anos do governo anterior sabemos do impacto trazido pelo atual governo. A universidade brasileira está se transformando. Quando eu assumi a reitoria há sete anos, o orçamento da UFRJ era de pouco mais de R$ 40 milhões, sem um centavo para investimento. Neste ano de 2010, ele é superior a R$ 200 milhões, com R$ 30 milhões destinados a investimento”
                                                                              
 










Vanderley Luxemburgo Técnico de Futebol: "Eu sempre digo que o medo de perder tira a vontade de ganhar. Então com certeza sua vontade de ganhar esta muito acima do medo de perder e nós vamos ganhar essa."





 

José de Abreu, ator: "Para continuar o governo o melhor governo que o país já teve, para continuar a erradicação da pobreza, porque a Dilma é uma das pessoas mais inteligentes e cultas que conheço, porque a Dilma tem experiência ímpar, porque está na hora, depois de eleger um operário nordestino, de eleger uma mulher. Eu ficaria aqui uns 15 dias dando motivos. Vamos para rua. A gente tinha que reviver para quem não viu a campanha de 89, botar vermelho e ir para rua festejar. A gente não teve medo de ser feliz e não vai ter medo de continuar essa felicidade que o Brasil está vivendo. Agora é Dilma, vamos lá..."                                      

Ivan Illich e o mundo sem escolas

A tese é arrojada e certamente inviável, mas certamente podemos tirar das ideias de Ivan Illich algumas inspirações para práticas no campo da educação. Vejam o filminho feito pela TV Cultura.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Filhos de dona do Clarín fazem exame para comparar com DNA de desaparecidos

Durante a ditadura, muitos filhos de prisioneiros políticos foram sequestrados e entregues clandestinamente a militares ou a simpatizantes do regime. Estima-se que 500 crianças tenham sido separadas dos pais

Por Daniella Cambauva*

Após quase nove anos de disputa judicial, os filhos adotivos de Ernestina Herrera de Noble, a principal acionista do Grupo Clarín, farão exame de DNA amanhã para averiguar se foram adotados ilegamente.

A verdadeira identidade de Felipe e Marcela Herrera Noble é questionada por algumas organizações defensoras de direitos humanos na Argentina, principalmente a Associação das Avós da Praça de Maio, que afirmarm que os dois são filhos de desaparecidos da última ditadura militar na Argentina (1976-1983).

Durante a ditadura, muitos filhos de prisioneiros políticos foram sequestrados e entregues clandestinamente a militares ou a simpatizantes do regime. Estima-se que 500 crianças tenham sido separadas dos pais na Argentina na época. Se for comprovado que Felipe e Marcela foram sequestrados, Ernestina Herrera de Noble pode ser presa.

Segundo o jornalista argentino Horacio Verbitsky, criador do diário Página 12 e uma das principais figuras da luta pelos direitos humanos no país, o resultado pode ficar pronto entre 20 e 45 dias.

Com a última decisão da Suprema Corte de Justiça, Felipe e Marcela serão obrigados a comparar as amostrar de DNA com as demais armazenadas no Banco Nacional de Dados Genéticos.

Desde 2001, quando começaram as acusações, eles se recusam a fazer o exame. A questão deixou de ser opcional em novembro de 2009, quando o congresso argentino aprovou uma lei de exame compulsório de DNA. A mudança na legislação tornou inviável a postura dos filhos.

Desde então, a Justiça argentina já determinou que os dois fizessem o exame duas vezes, mas eles recorreram em todas.

Documentos ilegais - Mesmo sem a realização de exames, em dezembro de 2002, o juiz Federal Roberto Marquevich ordenou a prisão de Ernestina por conta de irregularidades encontradas nos documentos de adoção.

Segundo os documentos da época, em 13 de maio de 1976, Ernestina se apresentou diante da Justiça em San Isidro, com um bebê a que chamou de Marcela. Disse que a havia encontrado onze dias antes em uma caixa abandonada na porta de sua casa. Ela ofereceu como testemunhas uma vizinha e o caseiro da vizinha, cujos depoimentos foram desmentidos em 2001.

No caso do Felipe, ela declarou que foi entregue em 7 de julho de 1976, pela suposta mãe, Carmen Luisa Delta, que não podia ficar com o bebê. No mesmo dia, sem dispor de provas determinando as circunstâncias do nascimento, uma juíza concedeu a segunda guarda a Ernestina. A Justiça descobriu, anos depois, que Carmen nunca existiu.

matemática do Serra.

Não pude me conter quando vi esse vídeo no Youtube. A propósito não vi nenhum comentário da imprensa sobre esse "deslize" do candidato. Tudo bem que é uma bobagem, principalmente quando se compara aos petardos que virão por aí no livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr., mas talvez o tratamento fosse outro caso o envolvido na besteira fosse outro candidato (ou candidata). O vídeo foi uma colaboração do amigo Alfio.

Estado Assassino: Inexplicável? -

  Por Juan Gelman

Circulam várias hipóteses sobre a razão da operação militar israelense que causou a morte de 9 a 16 passageiros do barco de bandeira turca Mavi Marmara, dezenas de feridos, e o seqüestro da frota que transportava 10 toneladas de ajuda humanitária para Gaza – sob bloqueio desde 2007 e invadida em 2008 -, além da detenção de quase 700 pessoas, postas em liberdade após sofrer vexames de todo tipo. As explicações oficiais de Tel Aviv são inquilinas do ridículo: os agredidos são agressores e os agressores, agredidos; os levados à força para Israel são imigrantes ilegais, aqueles que socorrem palestinos com fome são cúmplices do Hamas primeiro, terroristas do Hamas depois, etc. É velha, muito velha, a tática de vitimização do carrasco.

O primeiro ministro Netanyahu justificou o ataque dizendo que é preciso evitar que o Hamas receba armas por “ar, terra e mar” – desviando-se do fato de que o Hamas recebe essas armas por túneis - e que nenhum protesto o levará a levantar o bloqueio contra Gaza. Essa é a questão de fundo: Tel Aviv não renunciou ao sonho da Grande Israel e o cerco imposto a Gaza prejudica, mais do que ao Hamas, a seus habitantes, que já sofreram a Operação Chumbo Derretido que tirou a vida de 1.300 civis palestinos. Isto, falando claramente, chama-se limpeza étnica e sua história também é velha.

O ideólogo do movimento de direita denominado Sionismo revisionista, Zeev Jabotinsky, declarou há 87 anos que a única maneira de impor o Estado judeu era esmagando os árabes. Não é de se estranhar, portanto, que Ron Torossian, organizador da manifestação “Estamos com Israel”, realizada em frente à missão da Turquia na ONU, repetisse essa opinião: “Creio que devemos matar cem ou mil árabes por cada judeu que eles matam”. Por que não 100 mil ou 1 milhão? Por acaso Ariel Sharon não foi responsável, em 1982, pela ação de uma milícia que resultou na matança de quase 500 civis palestinos nos campos de refugiados de Sabra e Shatila? Se isso é ideologia será preciso mudar a definição da palavra “ideologia”.

O governo israelense parece guiado por outro conceito central de Jabotinsky: “Sustentamos que o sionismo é moral e justo. E dado que é moral e justo, é preciso fazer justiça ainda que José ou Simão, ou Ivan ou Ajmed, não estejam de acordo”, afirmou em um ensaio publicado na revista russa Raavyet, em novembro de 1923. Carlo Strenger, professor da Universidade de Tel Aviv, chamou de “mentalidade de bunker” aquela imperante hoje no país: Israel “não escuta a crítica, seja interna ou externa. Essa incompetência é reforçada pela soberba: Israel está apaixonado pela idéia de que tem razão e que todos os demais estão errados; portanto, é incapaz de admitir que a política que aplica aos palestinos foi desastrosa”. Strenger cita o filósofo francês Bernard- Henry Lévy, um fervoroso defensor de Israel, que chamou de “autismo político” este pensamento que atribui aos dirigentes israelenses: “O mundo não nos entende e nos condena se fazemos algo e nos condena se não fazemos. De modo que fazemos o que queremos”. Jabotinsky redivivo.

Os EUA sempre forneceram o espaço internacional necessário para que essa vontade se cumpra acima de qualquer coisa. “A única democracia na região”, segundo a Casa Branca, não vacila em espionar o governo estadunidense neste contexto de “fazer o que bem entender”. A reação de Obama frente ao ataque ao navio turbo e ao banho de sangue que se seguiu foi débil. Sequer condenou o ataque, pedindo apenas um esclarecimento dos fatos e aceitando que Tel Aviv rechaçasse a instalação de uma comissão investigadora internacional. O presidente norte-americano se converte assim em cúmplice da não- investigação que será feita. O presidente Joe Biden divulgou uma espécie de posição oficial sobre o tema: defendeu o bloqueio de Gaza e disse que Israel “tinha o direito a saber” qual era a carga do navio. Cabe lembrar que Netanyahu deu uma bofetada política em Biden quando este visitou-o em março passado: o vice foi visitá-lo para impulsionar o processo de paz com os palestinos e o primeiro-ministro anunciou a construção de 1.600 edifícios novos em território palestino ocupado. Vê-se que Biden é um homem que sabe perdoar. É improvável que se produzam mudanças na estreita e muito íntima relação EUA-Israel.

Cabe reconhecer que, ao contrário de Tel Aviv, Washington não tem problema em abandonar seus cidadãos em apuros, Cerca de 10 estadunidenses viajavam no comboio de ajuda humanitária a Gaza, entre eles, Joe Meadors, marinheiro da fragata USS Liberty, bombardeada por aviões e lanchas lança-torpedos de Israel em 1967; Ann Wright, coronel do Exército dos EUA, Edward L. Peck, ex-subdiretor do grupo de tarefas antiterroristas do gabinete de Reagan. Todos terroristas, naturalmente.

(*) Poeta, escritor, tradutor e jornalista argentino, vencedor do Prêmio Cervantes 2007 e do Prêmio de Literatura Latino-Americana e das Caraíbas Juan Rulfo, entre outros.

Tradução: Katarina Peixoto

Divulgando ato de repúdio ao Estado de Israel


ATO DE REPÚDIO A ISRAEL
ATO DE REPÚDIO A ISRAELDIA 8 DE JUNHO -
A PARTIR DAS 15 HORAS NA CINLELÂNDIA
Pela Palestina Livre, laica e democrática
Pelo fim do massacre contra o Povo Palestino
E pelo fim do cerco a Faixa de Gaza
O Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino do Rio de Janeiro convoca todos os internacionalistas, as organizações que compõem o Comitê, as Centrais Sindicais a população do Rio de Janeiro, em geral, para manifestar nosso veemente repúdio diante do brutal e terrorista ataque promovido pelo Estado de Israel contra a flotilha internacional de solidariedade ao Povo Palestino.
Israel chocou o mundo pela brutalidade e covardia com o assassinato de dezenas de pacifistas de diversas nacionalidades que se solidarizaram contra o bloqueio a Gaza. A mesma brutalidade e covardia que emprega há 62 anos contra o povo palestino para usurpar suas terras, culturas e vidas.
Nesse sentido, convocamos todos os movimentos sociais para manifestar sua indignação no Ato Público na Cinelândia no dia 08 de junho de 2010 (terça-feira).
Data: 08/06/2010 Horário: 15 Local: Cinelândia (Centro do RJ)
POR UMA PALESTINA LIVRE, LAICA E DEMOCRÁTICA
Pela Libertação de Todos os Territórios Árabes ocupados por Israel
Pelo fim do Bloqueio de Israel a Faixa de Gaza
Pela condenação de israel pelos crimes de Guerra de Israel
Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino do Rio de Janeiro

domingo, 6 de junho de 2010

Ilusão de ótica

Efeitos visuais de imagens que provocam ilusão de ótica. Interessante!