sábado, 21 de agosto de 2010

plebiscito da terra: diga sim, coloque limites em que não tem.

Eleger Dilma é importante, mas é também importante participar desse movimento que quer por às claras a situação do latifúndio no Brasil. Reparem que os grandes meios de comunicação nem sequer menciona o movimento que culminará em setembro com um plebiscito. É importante compreender o que está sendo proposto. Segue abaixo um artigo dos organizadores do movimento. Prestem atenção nos números (e olha que não são números do MST, não, é o do próprio IBGE) da questão agrária no Brasil. É, pra dizer pouco, um escândalo.



Diga sim! Coloque limites em quem não tem!
por Assessoria de Comunicação FNRA Falta menos de um mês para o início do Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra no Brasil. Entre os dias 01 e 07 de setembro, toda a sociedade brasileira terá a oportunidade de dizer se é a favor ou contra a concentração de terras no país, ou seja, se concorda ou não com o latifúndio.
Durante os dias 15 e 17 de julho, cerca de 100 representantes de entidades, organizações, movimentos e pastorais sociais do campo e da cidade de todos os estados da federação, estiveram reunidos em Brasília para a II Plenária Nacional de Organização do Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra.
No encontro foram aprofundados estudos sobre a questão fundiária do país, em que os participantes expuseram a realidade de cada região brasileira. As atividades contaram com a assessoria do geógrafo e professor da Universidade de São Paulo (USP), Ariovaldo Umbelino. Além das análises, foram debatidas e planejadas ações de divulgação, organização e articulação da semana da coleta dos votos.
Os estados já estão organizados em comitês compostos por diferentes entidades e organizações. A partir dos comitês estaduais, estão sendo formados os comitês regionais, onde municípios das diferentes regiões também estão sendo inseridos no processo.
Dentre os encaminhamentos da plenária, foi definido o Dia Nacional de Mobilização pelo Limite da Propriedade da Terra, que será realizado no dia 12 de agosto, em memória a mártir Margarida Alves, camponesa assassinada em 1983. Neste dia os articuladores do Plebiscito Popular farão um grande mutirão de formação da sociedade brasileira que já está sendo conscientizada sobre a realidade agrária do país.
A população brasileira também é convidada a participar de um abaixo-assinado que já está sendo circulando em todo país e que continuará após o Plebiscito. O objetivo desta coleta de assinaturas é entrar com um Projeto de Emenda Constitucional (PEC) no Congresso Nacional para seja inserido um novo inciso no artigo 186 da Constituição Federal que se refere ao cumprimento da função social da propriedade rural.
Além das 54 entidades que compõem o Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo, também promovem o Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra, a Assembléia Popular (AP) e o Grito dos Excluídos. O ato ainda conta com o apoio oficial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic).
Pelo direito à terra e à soberania alimentar: Vamos às urnas mostrar nosso poder popular!
Vamos à luta
A realização e o sucesso do plebiscito dependem única e exclusivamente da participação e do empenho de cada um, de cada entidade, organização e pastoral, uma vez que não existe nenhum apoio público e da mídia. Representa a força e a determinação de quem acredita em que algo pode ser feito para corrigir esta absurda concentração de terras que acaba por excluir milhões de famílias de terem seus direitos protegidos. Portanto,
  • Fale, comente e divulgue, também pela internet e redes sociais (orkut, twitter), o plebiscito para seus amigos, sua família e colegas de trabalho.
  • Integre-se aos comitês locais ou estaduais que vão organizar o Plebiscito.
Na Semana da Pátria, junto com o Grito dos Excluídos:
  • Intensifique a divulgação;
  • Ajude a organizar os locais de votação;
  • Participe de alguma mesa de votação;
  • VOTE;
  • Assine o abaixo-assinado que será levado ao Congresso Nacional para que seja votada uma emenda constitucional que determine um limite ao tamanho das propriedades.
Conheça as perguntas que estarão na cédula de votação durante o Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra
1 - Você concorda que as grandes propriedades de terra no Brasil devem ter um limite máximo de tamanho?
2 - Você concorda que o limite das grandes propriedades de terra no Brasil possibilita aumentar a produção de alimentos saudáveis e melhorar as condições de vida no campo e na cidade?

Rumo à vitória no primeiro turno.

Dilma abre 17 pontos para Serra e venceria no 1o turno segundo o Datafolha



A cada pesquisa se torna mais plausível o cenário de vitória da Dilma no primeiro turno. É o que diz a nova pesquisa Datafolha. tudo isso já era esperado, pois com a campanha televisiva ficou mais fácil a identificação da candidata com o presidente Lula. E haja contorcionismos desses analistas portadores do que se pode chamar de douta ignorância sociológica, em tentar plasmar um cenário de "ninguém sabe o que vai acontecer". Os jabores, catanhêdes e azevedos até que se esforçam em agradar os respectivos patrões, mas são absolutamente atropelados pela enxurrada dos fatos. Por outro lado, o jornal nacional que tinha definido que não ia mais publicar pesquisas do Sensus e Voz Populi (será que era porque os números eram desfavoráveis ao Serra??) vai ter que publicar esses novos números.
 A nova pesquisa fala em 17 pontos de vantagem para a candidato do governo. Só fico preocupado com a Dona Eva, cujo vídeo publicamos dias atrás aqui no blog, que desta feita pode ter problemas de saúde de tanto rir.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

O GLOBO E AS COTAS...

Carta aberta sobre as cotas na UFRJ


Ao contrário do que pretendem afirmar alguns setores da imprensa, o debate em torno de políticas afirmativas e de sua implementação no ensino universitário brasileiro não pertence à UFRJ, à USP ou a qualquer setor, "racialista" ou não, da sociedade. Soma-se quase uma década de reflexões, envolvendo intelectuais, dirigentes de instituições de ensino, movimentos sociais e movimento estudantil, parlamentares e juristas.

Atualmente, cerca de 130 universidades públicas brasileiras já adotaram políticas afirmativas - entre as quais, a das cotas raciais - como critério de acesso à formação universitária. Entre estas instituições figuram a UFMG, a UFRGS, a Unicamp, a UnB e a USP, que estão entre as mais importantes universidades brasileiras.

Em editorial da última terça-feira, 17 de agosto, intitulado "UFRJ rejeita insensatas cotas raciais", o jornal O Globo assume, de forma facciosa, uma posição contrária a essas políticas afirmativas. O texto desmerece as ações encaminhadas por mais de cem universidades públicas e tenta sugestionar o debate em curso na UFRJ. Distorcendo os fatos, o editorial fala em "inconstitucionalidade" da aplicação do sistema de cotas, quando, na verdade, o que está em pauta no Supremo Tribunal Federal não é a constitucionalidade das cotas, mas os critérios utilizados na UnB para a aplicação de suas políticas afirmativas.

Na última década, enquanto a discussão crescia em todo o país, a UFRJ deu poucos passos, ou quase nenhum, para fazer avançar o debate sobre as políticas públicas. O acesso dos estudantes à UFRJ continua limitado ao vestibular, com uma mera pré-seleção por meio do ENEM, o que significa um processo ainda excludente de seleção para a entrada na universidade pública. Apesar disso, do mês de março para cá, o debate sobre as cotas foi relançado na UFRJ e, hoje, várias decisões podem ser tomadas com melhor conhecimento do problema e das posições dos diferentes setores da sociedade em relação ao assunto.

Se pretendemos avançar rumo a uma democracia real, capaz de assegurar espaços de oportunidades iguais para todos, o acesso à universidade pública deve ser repensado. Isto significa que é preciso levar em conta os diferentes perfis dos estudantes brasileiros, em vez de seguir camuflando a realidade com discursos sobre "mérito" (como se a própria noção não fosse problemática e como se fosse possível comparar méritos de pessoas de condição social e trajetórias totalmente díspares) ou sobre "miscigenação" (como se não houvesse uma história de exclusão dos "menos mestiços" bem atrás de todos nós).

Cotas sociais - e, fundamentalmente, aquelas que reconhecem a dívida histórica do Brasil em relação aos negros - abrem caminhos para que pobres dêem prosseguimento aos seus estudos, prejudicado por um ensino básico predominantemente deficiente. Só assim os dirigentes e professores das universidades brasileiras poderão continuar fazendo seu trabalho de cabeça erguida. Só assim a comunidade universitária poderá avançar, junto com o país e na contra-mão da imprensa retrógrada, representada por O Globo, em direção a um reconhecimento necessário dos crimes da escravidão, crimes que, justamente, por ainda não terem sido reconhecidos como crimes que são, se perpetuam no apartheid social em que vivemos.



Rio de Janeiro, 19 de agosto de 2010



Assinam os professores da UFRJ:



Alexandre Brasil - NUTES

Amaury Fernandes – Escola de Comunicação

André Martins Vilar de Carvalho - Filosofia/IFCS e Faculdade de Medicina

Anita Leandro – Escola de Comunicação
Antonio Carlos de Souza Lima – Museu Nacional

Beatriz Heredia - IFCS

Clovis Montenegro de Lima - FACC/UFRJ-IBICT
Eduardo Viveiros de Castro – Museu Nacional

Denilson Lopes – Escola de Comunicação

Elina Pessanha - IFCS

Fernando Alvares Salis – Escola de Comunicação

Fernando Rabossi - IFCS

Fernando Santoro - IFCS

Flávio Gomes - IFCS

Giuseppe Mario Cocco - Professor Titular, Escola de Serviço Social

Heloisa Buarque de Hollanda – Professora Titular, Escola de Comunicação/FCC

Henrique Antoun - Escola de Comunicação

Ivana Bentes – Diretora, Escola de Comunicação

Katia Augusta Maciel - Escola de Comunicação

Leilah Landim – Professora – Escola de Serviço Social

Leonarda Musumeci – Instituto de Economia
Lilia Irmeli Arany Prado – Observatório de Valongo

Liv Sovik – Escola de Comunicação

Liz-Rejane Issberner - FACC/UFRJ-IBICT
Marcelo Paixão – Instituto de Economia

Marcio Goldman – Museu Nacional

Marildo Menegat – Escola de Serviço Social

Marlise Vinagre - Escola de Serviço Social

Nelson Maculan - Professor titular da COPPE e ex-reitor da UFRJ

Olívia Cunha – Museu Nacional

Otávio Velho – Professor Emérito, Museu Nacional

Paula Cerqueira – Professora Instituto de Psiquiatria

Paulo G. Domenech Oneto – Escola de Comunicação
Renzo Taddei – Escola de Comunicação

Roberto Cabral de Melo Machado - IFCS

Samuel Araujo – Escola de Música

Sarita Albagli – Professora PPG-FACC-UFRJ/IBICT

Silvia Lorenz Martins - Observatorio do Valongo

Suzy dos Santos – Escola de Comunicação

Tatiana Roque – Instituto de Matemática

Virgínia Kastrup – Instituto de Psicologia

Silviano Santiago, Professor emérito, UFF

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

A revolta dos touros, ou tourada bem sucedida (do ponto de vista do touro)

Se tem uma coisa que me incomoda são essas diversões que tem como objeto o sofrimento e/ou a morte de animais. Confesso que fiquei feliz em ver as imagens de uma tourada na qual o touro sobe as arquibanadas e vai acertar contas com a platéia. Não é essa platéia tão ávida de sangue e sofrimento? Que tal se regozijar com o próprio sangue e o próprio sofrimento? Pena que no final o touro morreu, quando quem deveria de fato morrer era... deixa pra lá!
Vejam as imagens:

Dona Eva e as pesquisas eleitorais

Logo depois da pesquisa eleitoral feita pelo Datafolha para presidente(a) da república, a Dona Eva deu esse depoimento. Vejam, é muito engraçado:

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Rumo à vitória no primeito turno

Vox Populi: cresce tendência de vitória no primeiro turno

17.08.2010
Pesquisa Vox Populi divulgada nesta terça-feira pela TV Bandeirantes dá vantagem ainda maior da candidata da coligação Para o Brasil Seguir Mudando, Dilma Rousseff, em relação ao seu adversário José Serra (PSDB).
Segundo o levantamento, Dilma ganharia a eleição já no primeiro turno. Ela está 16 pontos a frente de Serra com 45% das intenções de voto, enquanto o tucano tem 29%.
Em relação à pesquisa Vox Populi divulgada em julho, Dilma subiu quatro pontos percentuais, enquanto Serra caiu quatro pontos. A candidata Marina Silva (PV) manteve, em agosto, os 8% da preferência do eleitorado de julho.
A pesquisa Vox Populi confirma a tendência já apontada pelo Instituto Ibope que Dilma Rousseff poderia ganhar a eleição no primeiro turno.

sábado, 14 de agosto de 2010

a boa tese do "ex-gabeira"

  Merece destaque aqui no blog a tese sobre o "ex-gabeira", colocada pelo candidato Jefferson Moura do PSOL, que trata das tranformações pelas quais passou Fernando Gabeira nos últimos anos. A cada eleição parece que fica mais evidente que este senhor renunciou aos seus ideais, como se dizia antigamente, e as negociou na "bacia da almas". É flagrante que nesse sentido Gabeira é um candidato desalmado, e com péssimo tino político partidário. Na minha opinião, ele calculou, quando ainda era membro do governo Lula, que os supostos escândalos que estavam por vir, iriam "detonar" o governo, e pensando em salvar sua pele tratou de se desligar do mesmo com aquele papo moral, ético e etc. Ele sem dúvida calculava que o projeto de governo representado por Lula estava no início do fracasso, e daí tratou de iniciar novo caminho político.  Que cálculo mal feito, hein!
  Bom, aí fez tudo isso para cair de mala e cuia no ninho dos tucanos. Onde já se viu tamanha confusão? Sair com um discurso moralizante, ético, e falando em sonhos e ir se juntar com essa malta direitista que hoje o PSDB representa. Mas de certa forma ele ainda viveu de um certo capital que comseguiu amainar em outros tempos. Era útil também para o PSDB do Rio, pois desde Marcelo Alencar que o partido não consegue mais ter força no Estado, daí Gabeira surge ressucitanto esse pessoal.
 Acontece que a cada eleição que passa esse capital gabeirista se esvai, pois boa parte de seus antigos eleitores o eram pelas posições que o antigo Gabeira tinha, e seus eleitores percebem que trata-se de ex-gabeira mesmo, que tendo saído oportunisticamente de um Governo relativamente bem sucedido, só encontrou guarida no ninho da direita brasileira. Pior pra ele. 
 E nesse imbróglio todo, resta saber o que sobrará, depois das eleições, da candidata Marina Silva que se deixou levar por essa turma, e pela ideia de que era uma das 50 pessoas mais influentes do mundo. É lamentável!!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Nova pesquisa datafolha

 DILMA 41% X SERRA 33%

DATAFOLHA JOGA A TOALHA E DÁ UM CAVALO DE PAU DE 9 PONTOS EM 20 DIAS PARA SE 'ADEQUAR' AO DECLÍNIO TUCANO


Entre a pesquisa de 24 de julho e a de agora, um intervalo de 20 dias, o Datafolha tira 4 pontos de Serra e adiciona cinco pontos às intenções de voto em Dilma. O que se intui por esse ajuste sem pudor é que a situação de Serra pode ser até pior. Há muito, o esfarelamento de sua candidatura vem sendo constatado por praticamente todos os demais institutos. Só o Datafolha resistia. Ao jogar a toalha sangrando Serra em praça pública com um cavalo de pau de nove pontos, o instituto da família Frias envia uma mensagem devastadora, quase uma admissão pública de que 'não dá mais para segurar'. O recado pode desencadear um 'salve-se quem puder' na coalizão demotucana, multiplicando-se as defecções na base aliada às vésperas de iniciar o horário político eleitoral. Esse risco é reforçado por outro indicador indigesto revelado pela pesquisa, uma espécie de 'fuja dele se você for candidato' que parece dar razão às estratégias de campanha que já escondem o nome e o rosto de Serra em santinhos. O ex-governador de SP, com declinantes 33% de apoio, já se aproxima dos 30% de rejeição -- está com 28%, segundo o Datafolha. Confirma-se assim o que outros institutos vinham captando: o tucano se debate espetado em uma cruz feita de porcentuais quase idênticos, mas de sinais trocados, em que a linha da rejeição sobe e a das intenções de votos desaba. A cristianização de sua candidatura, a exemplo do que ocorreu com o presidenciável Cristiano Machado, nos anos 50, abandonado pelo próprio partido, o PSD, que apoiou Vargas, pode se tornar um fenômeno epidêmico nas campanhas demotucanas em todo o país.

do site Carta Maior

O dia em que a globo falou mal do Serra...

Muito curiosa esta ocorrência que está abaixo publicada. Trata-se de um progrma da globonews no qual a apresentadora tenta encaminhar a coversa para um lado e a coisa vai pra outro totalmente diferente. Parece que ela não consegue tomar as rédeas da coisa, pois os entrevistados vão, fugindo da orientação dela, dando explicações das razões pelas quais a candidatura Serra está à deriva. A leitura dos dois cientistas políticos é bem interessante. Vejam:


domingo, 8 de agosto de 2010

Mais da Dilma... até o Ibope reconhece.

Dilma ultrapassa Serra no Rio Grande do Sul, diz Ibope


Tido como o último reduto tucano no País, ao menos onde José Serra (PSDB) ainda estava à frente de Dilma Rousseff (PT) na preferência para o cargo de Presidente da República, o Rio Grande do Sul mostra que o gaúcho está disposto a mudar seu voto.

Na mais recente pesquisa Ibope, encomendada pelo Grupo RBS, a petista está dois pontos à frente do tucano. Dilma foi citada por 42% dos entrevistados ante os 40% que preferiram Serra. No último levantamento, no início de julho, o tucano tinha 46% e a petista, 37%. Na pesquisa espontânea, Dilma também ultrapassa Serra. São 33% dos votos contra 31%.

Marina Silva (PV), que no levantamento de julho aparecia com 6%, perdeu um ponto, e está com 5%. Brancos e nulos se mantiveram em 3%, enquanto os indecisos subiram de 6% para 9%. Questionados sobre a escolha em um eventual segundo turno, 45% dos entrevistados disseram preferir Dilma, enquanto 44% apostariam em Serra.

Já para o governo do Estado, o ex-ministro da Justiça Tarso Genro permanece na liderança, com 37% dos votos, seguido pelo ex-prefeito de Porto Alegre José Fogaça, com 31% e da governadora gaúcha, Yeda Crusius, com 11%.

Comparando os atuais resultados com o do último levantamento, em julho, Tarso perdeu dois pontos, passando de 39% para 37%, enquanto Fogaça ganhou duas posições, saindo dos 29% e chegando aos 31%. Yeda é a candidata que perdeu mais em um mês: quatro pontos, de 15% para 11%.

O Ibope ouviu 812 eleitores entre 3 e 5 de agosto. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no TRE (35.561/2010) e no TSE (21.914/2010).

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

DILMA VENCERÁ NO PRIMEIRO TURNO...

Tenho dito e reiterado que acredito que a candidata do governo a presidência da república ganhará as eleições ainda no primeiro turno. Cada pesquisa que sai o meu vaticínio se torna mais plausível. Não tenho vocação para pitonisa, mas a questão não é tão complexa assim. O governo Lula tem um nível de aprovação histórico e quando se somam os índices chamados de "regular positivo", "bom" e "ótimo" os números chegam aos quase inacreditáveis 92%. Claro que em se tratando de eleição as transferências não são automáticas, mas de qualquer forma é um índice muito expressivo. Ainda mais quando se leve em conta o que (digo "que" e não "quem" de propósito) está do outro lado. Uma candidatura, e me refiro aqui ao Serra, desagregadora, fruto de uma personalidade autoritária e antipática (nesse sentido ele é um verdadeiro anti-Lula). Dilma não é um primor de simpatia, por mais que ela tenha até se saído bem até aqui, mas nas condições atuais Lula elegeria até um poste. Outra coisa que merece nossa atenção é a disparidade dos números dos Institutos de pesquisa. O Ibope já dá uma frente de 5% para Dilma, mas o Datafolha insiste, com sua metodologia certamente tendenciosa, em dar um empate técnico.
 A matéria abaixo é da rede Bandeirantes que encomendou a pesquisa.
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Pesquisa divulgada nesta quinta-feira pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) apontou a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, com 41,6% das intenções de voto para as eleições de outubro, contra 31,6% do candidato do PSDB, José Serra

A terceira colocada na disputa, Marina Silva, que concorre à Presidência pelo PV, aparece com 8,5%. Em seguida estão Zé Maria, do PSTU, com 1,9% das intenções de voto e Plínio de Arruda Sampaio, do PSOL, 1,7%. Os demais candidatos – Eymael (PSDC), Ivan Pinheiro (PCB), Levy Fidelix (PRTB) e Rui Costa Pimenta (PCO) aparecem com menos de 1% cada.

A pesquisa foi feita entre os dias 31 de julho a 2 de agosto com 2 mil pessoas de todo o país. A margem de erro é de 2% para mais ou para menos. No último levantamento CNT/Sensus, há três meses, Dilma tinha 35,7% das intenções e Serra 33,2%.

Num eventual segundo turno, a pesquisa indica que Dilma venceria com 48,3% das intenções, contra 36,6% do tucano.

A diferença de dez pontos percentuais se mantém na pesquisa espontânea, quando os eleitores dizem em quem irão votar sem ter uma lista com o nome dos candidatos. 30,4% dos entrevistados citou a pestista Dilma Rousseff, enquanto 20,2% disseram o nome de José Serra.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Bombril: ecologicamente racista...

A empresa Bombril está fazendo uma campanha televisiva na qual tenta colar sua imagem à natureza, tentando com isso convencer o consumidor que seus produtos são ecologicamente sustentáveis. Enfim... não pretendo discutir a questão do ponto de vista biológico, mas sim cultural. É o seguinte: o personagem interpretado pelo ator Carlos Moreno, que faz a campanha desde 1978, diz, com a canção "Índia" tocando ao fundo e com aquele jeito meio engraçado que tem, que está ali para falar diante de uma "legítima representante da natureza", e aponta a jovem índia que está ao seu lado. Ora, o texto do personagem não poderia ser mais etnocêntrico, uma vez que, a exemplo do que fez o pensamento colonial durante todo processo de dominação dos povos submetidos, tratou de reduzir uma cultura à natureza para com isso justificar a dominação. De um só golpe toda uma cultura, toda uma visão de mundo, todo um sistema simbólico é reduzido ao nível da animalidade. Pode parecer exagero o que digo, mas quem conhece um pouco dessa história toda de dominação colonial e das argumentações racistas que ela ensejou, só pode considerar essa propaganda como uma peça inominável e merece o repúdio de todos.
Vejam a propaganda:


Bombril Eco from Bombril on Vimeo.

domingo, 25 de julho de 2010

Ao mestre Paulo, com carinho...

  Recebi um comovente e-mail do Nilton Maia, leitor dessa coluna, a cerca do falecimento de um dos maiores músicos da cena instrumental brasileira: Paulo Moura. Nilton, como eu e outros tantos amantes da música instrumental brasileira, sentiu que estávamos todos mais pobres com a partida de Paulo Moura, que além de ser um extraordinário músico, era também um agitador cultural da maior expressão. Com ausência do mestre do sax e da clarineta estamos mais pobres, sim, mas também mais aumentados pela possibilidade de termos tido contato com músico e criador de estirpe tão elevada.
  Paulo se foi em um dia 13 de julho, quase na mesma data em que nasceu, dia 15 de julho (apesar de nos registros oficiais constar fevereiro de 1933). Claro, é apenas uma coincidência, mas pode também nos sugerir a idéia de um ciclo que se fecha bem. Um círculo que representa uma vida plena e harmoniosa, e olha que harmonia é o que não faltava em sua vida. Desde muito cedo enveredou pelo campo da música, pois seu pai já era músico amador, e segundo consta, teria ensinado música aos filhos por medo da segunda guerra, pois caso os meninos tivessem que servir, seria como músicos e desta forma estariam menos expostos aos riscos de um enfrentamento. De qualquer forma a batalha de Paulo foi a de conseguir se afirmar no cenário musical carioca, primeiramente, e brasileiro, posteriormente. Considerando ainda que tinha alguma projeção internacional, que só não era maior por conta da inserção periférica que o Brasil ainda tem no cenário mundial, não obstante as coisas estarem se modificando.
  Segundo ele mesmo contava, aos 09 anos de idade pediu para estudar música, o que já apontava pra uma precocidade que mais tarde iria se confirmar, pois aos 17 já era contratado como primeiro saxofonista da orquestra do maestro Oswaldo Borba da rádio Globo, que lhe possibilitou acompanhar artistas como Dalva de Oliveira, entre outros. Logo em seguida, em 1956, grava seu primeiro disco e organiza sua própria orquestra, o que representava, sem dúvida, prestígio e liderança.
Sobre esta primeira gravação há uma história interessante. Ele contava que soube naquele ano de 1956, que o músico Edu da gaita havia gravado uma peça de Paganini intitulada “moto perpétuo”. Era uma peça originalmente criada para o solo do violino e não para um instrumento de sopro, o que fazia da gravação do Edu uma proeza, pois a dificuldade estava na respiração. O tema, como o próprio título diz, se conduz com uma linha melódica constante dando pouquíssimas “brechas” para o executante respirar. Quando o instrumento em causa é o violino não tem problema, pois o músico pode respirar a vontade, mas quando se trata de uma gaita ou de um clarinete, as coisas se complicam. Pois bem, ele comprou a partitura e ficou durante 15 dias tentando obstinadamente desenvolver uma técnica que o possibilitasse a também tocar esta música. Ao mesmo tempo em que tentava fazia exercícios físicos, caminhava na praia de Copacabana e até yoga. Por fim foi recompensado: desenvolveu uma técnica de acumular ar nas bochechas e manter a palheta vibrando com o ar acumulado de modo que respirava enquanto exalava.
Esta façanha o levou aos programas de auditório da época, entre eles o de Flávio Cavalcanti, e o possibilitou a primeira gravação de um 78 rpm pela CBS, e, como dissemos acima, também lhe possibilitou a formação de uma orquestra para qual escrevia os arranjos.
   Por fim gostaría de falar de dois (poderiam ser mais) dos discos que mais me chamaram a atenção na extensa discografia de Paulo Moura: “Confusão urbana, suburbana e rural” e “Vou vivendo”, este último com a pianista Clara Sverner. O primeiro é de 1976 e é simplesmente um primor, com temas lindos e arranjos muito bem conduzidos, e tudo isso sem perder o swing. Há nesse disco participações especialíssimas como as de Wagner Tiso, o violão inconfundível de Toninho Horta e Rosinha de Valença. É um disco de bambas, no qual os instrumentistas tiveram liberdade para contribuir. Há, por exemplo, um solo virtuoso de Zeca da cuíca na faixa “Notícia”, de Nélson Cavaquinho, Norival Bahia e Alcides Caminha, que é um espetáculo. Há nesse disco uma variedade grande de gêneros: choro, samba, samba de gafieira e até um carimbó (“Carimbo do Moura). É um disco para sempre.
O segundo disco ao qual me referi acima é de 1986, dez anos depois do primeiro, portanto, e tem um outro clima. Se o primeiro é mais expansivo e percussivo, o segundo é, apesar de ser com repertório de choros, polcas e gêneros afins, é mais introspectivo e conta apenas com o piano da Clara e o sax do Paulo. É um disco com temas mais conhecidos, mas mesmo assim surpreende pelo resultado timbrístico e pela belíssima performance dos dois craques. É também um disco definitivo, como definitiva é a obra desse grande músico.
Viva para sempre, Paulo Moura, na memória de seus contemporâneos e também na memória daqueles que hoje ainda nem nasceram, mas que irão se encantar com sua obra.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Mas será o Felipe Melo??

Será que esse número 04 é parente do nosso Felipe Melo?

sábado, 17 de julho de 2010

CPI sobre o MST

A CPI criada no congresso pela bancada ruralista tentando criminalizar o MST, deu em nada. Mas isso já era esperado, pois a mesma foi criada com a itenção de criar uma cortina de fumaça pra impedir uma outra investigação, essa sim necessária, que era a questão do trabalho escravo. Como os latifundiários vinculados à bancada ruralista, ao DEM e ao PSDB são os principais suspeitos eles conseguiram barrar as investigações. E como a melhor defesa é o ataque eles partiram pra ofensiva com essa CPI que ao final não deu em nada. Eis abaixo um texto explicativo (já que a grande mídia desinforma) do MST sobre o assunto.




Depois de oito meses de boicote à CPMI contra a Reforma Agrária, os parlamentares dos setores conservadores liderados por Kátia Abreu (DEM-TO) e Onyx Lorenzoni (DEM/RS) declararam ser necessária a continuidade das investigações das entidades sociais que atuam em assentamentos. Nesse período, as entidades da Reforma Agrária e os ministérios do governo federal participaram de audiências públicas na comissão, prestaram todos os esclarecimentos e demonstraram a importância dos convênios para a execução de políticas públicas no meio rural.

Mesmo sem participar da maioria das sessões, os ruralistas insistem que a comissão está prorrogada por mais seis meses. Kátia Abreu, por exemplo, não participou de nenhum sessão, embora tenha sido a maior defensora da sua instalação. O relatório final do deputado Jilmar Tatto (PT/SP) aponta a improcedência das denúncias contra o MST e as entidades de apoio à Reforma Agrária. Enquanto a comissão funcionava plenamente, com dezenas de audiências, os ruralistas estavam ausentes. Dinheiro público foi gasto em uma CPMI criada como dispositivo de criminalização dos movimentos sociais e contra avanços na Reforma Agrária.

Para forçar a sobrevida dessa CPMI, os representantes do latifúndio apelaram e criaram um imbróglio jurídico, depois de levantarem assinaturas para prorrogação. Em comissões parlamentares mistas de inquérito, onde participam deputados e senadores, as decisões devem ser tomadas em sessões do Congresso Nacional. Como não conseguiram, Kátia Abreu e Onyx Lorenzoni lançaram mão de uma manobra não prevista no regimento e argumentam que basta o Senado fazer a leitura do requerimento. O senador Eduardo Suplicy (PT/SP) questiona o método usado para prorrogar a comissão e recorreu à Comissão Constituição e Justiça do Senado. Depois, o deputado José Genoíno (PT/SP) fez o mesmo questionamento na Câmara, que resolveu encaminhar a decisão para o presidente do Congresso.

De dezembro a julho, foram feitos todos os esclarecimentos ao Congresso Nacional em relação à denúncias, com base em jornais e revistas contra a Reforma Agrária. Nesse período, as entidades sociais provaram que os objetos dos convênios foram cumpridos, o trabalho realizado melhora a qualidade de vida dos trabalhadores rurais e não houve desvio de recursos públicos, de acordo com o relatório final da CPMI.

De acordo com o plano de trabalho, assegurado pelo regimento do Congresso Nacional, a CPMI acaba em 17 de julho. O relatório final foi apresentado, mas não foi votado porque os ruralistas impediram. Se eles conseguirem atropelar o regimento do Congresso Nacional, senadores e deputados serão coniventes com a criação de um fato político, que será utilizado pelos setores conservadores nas eleições contra a Reforma Agrária e os movimentos sociais. Por isso, denunciamos a utilização dessa CPMI pelos ruralistas para barrar qualquer avanço da Reforma Agrária, fazer a criminalização dos movimentos sociais, ocupar espaços na mídia e montar um palanque para a campanha eleitoral. Abaixo, leiam entrevista com o deputado federal Jilmar Tatto, que foi eleito por consenso relator da chamada “CPMI do MST”, com as conclusões da investigação, concedida ao Blog da Reforma Agrária na semana passada.
SECRETARIA NACIONAL DO MST

quarta-feira, 14 de julho de 2010

O perigo de uma única história

Este é um depoimento realmente comovente da escritora nigeriana Chimamanda Adichie sobre um mundo "monofônico". Um mundo no qual a tendência dos que têm o monopólio da comunicação em larga escala constitui-se um crime contra a própria humanidade. Mas,se por um lado essa tendência se tornou hegemônica ao longo dos anos, por outro a reação a ela não tarda, e me parece que cada vez mais vozes surgem para denunciar esse estado de coisas. Cada vez mais levantam-se essas vozes para denunciar e para porpor novas soluções. Dessa forma o mundo se torna mais polifônico e plural. Vale a pena ver e ouvir:



água engarrafada...

Para pensar, segue este videozinho sobre a indústria da água engarrafada. Ele foi feito pensando no consumidor estadunidense, mas vale a pena ver.



The Story of Bottled Water (Português) from Guilherme Machado on Vimeo.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

LITERATURA EM CLIMA DE COPA DO MUNDO

Inspirada pelo clima da Copa do Mundo 2010, a Litteris está promovendo um concurso literário onde você poderá escrever, em qualquer gênero literário, sobre o universo do futebol. Assim, escolha um assunto sobre o futebol, seus ídolos ou curiosidades e peculiaridades deste esporte e participe do I Concurso Literário Jogando com as Palavras.
Para este certamente, cada participante poderá concorrer com até 2 (duas) obras, em língua portuguesa, em qualquer gênero literário, com até 60 linhas cada uma.
As inscrições estarão abertas até o dia 20 de JULHO de 2010 e você poderá enviar sua obra pelo formulário eletrônico do site http://www.litteris.com.br, pelo e-mail concursos@litteris.com.br, para a sede da Editora, na Av. Presidente Vargas, 962/1411 - Centro - 20071-002- Rio de Janeiro - RJ (válido carimbo postal) ou ainda para a Caixa Postal 150 - 20001-970 - Rio de Janeiro - RJ (válido carimbo postal).



Aproveite a oportunidade de homenagear um jogador, técnico, seleção ou contar curiosidades e peculiaridades próprias do esporte mais praticado em todo mundo! Afinal, outro concurso como este, só daqui há quatro anos!

Brigam Espanha e Holanda...

Tem uma música de Milton Nascimento sobre um texto de Leila Diniz que fala justamente da guerra entre Holanda e Espanha. Quer dizer, não sei se o texto se refere a guerra entre os dois países. Aliás eu nem sabia que tinha havido guerra entre eles, achava que era apenas uma forma poética de dizer que enquanto uma certa visão de mundo faz a guerra para obter poder sobre um outro, uma outra visão afirma que as coisas "pertencem" a quem as amam. Seja como for, em tempo de disputa futebolística (que é sem dúvida uma sublimação da guerra) eu recordei desse canção. Diz a letra:

Um cafuné na cabeça, malandro, eu quero até de macaco

Brigam Espanha e Holanda
Pelos direitos do mar
O mar é das gaivotas
Que nele sabem voar
O mar é das gaivotas
E de quem sabe navegar.
 
Brigam Espanha e Holanda
Pelos direitos do mar
Brigam Espanha e Holanda
Porque não sabem que o mar
É de quem o sabe amar.


Heródoto Barbeiro fora do Roda Viva

Comenta-se em São Paulo que deve-se a pressões de José Serra o afastamento do jornalista Heródoto Barbeiro do programa Roda Viva, da TV Cultura. Barbeiro questionou o candidato do PSDB acerca dos pedágios de São Paulo, frutos de duas administrações tucanas (uma delas do próprio Serra). Serra ficou nitidamente irritado. Bom, levando-se em conta o que o tucano fez com seu próprio correligionário Aécio Neves este ano, e com Roseana Sarney há alguns anos atrás, é perfeitamente possível que tenha sido ele mesmo o responsável pelo afastamento do âncora.
 Vejam abaixo o momento do questionamento: