terça-feira, 31 de agosto de 2010

Educomunicação

 USP inova com licenciatura em Educomunicação

A nova graduação integra os cursos de pedagogia como o de comunicação e artes

  A escola está falida! A mídia, em crise!. Quantas vezes já não ouvimos essas expressões! Realmente os alunos já não têm a escola como única fonte de conhecimento. E o modelo de negócio da grande mídia está ameaçado pelo barateamento dos custos de produção e distribuição de conteúdo. É nesse contexto que o curso de Educomunicação inova.

Integrar a Pedagogia com a Faculdade de Comunicação e Artes foi um dos desafios transpostos por Ismar de Oliveira Soares, coordenador da nova graduação. Com currículo transdisciplinar, a licenciatura pretende habilitar os jovens a assumirem vagas, principalmente como gestores de comunicação, tanto na iniciativa privada como na pública. As inscrições para a primeira turma começaram 27 de agosto de 2010, por meio da FUVEST.

Flávia Rossi do Instituto Chico Mendes do Ministério do Meio Ambiente ressalta que a  educação como política pública é um novo campo de trabalho para os comunicadores. A política pública de educação sobre conservação da biodiversidade nas unidades de conservação, por exemplo, só é bem sucedida se houver uma comunicação muito bem feita, envolvendo os moradores dessas regiões e os habilitando para a gestão participativa. Vale a pena conferir os vídeos elaborados por moradores dessas unidades de conservação no projeto Tela Verde, a rádio Nas Ondas do São Francisco e o fichário com material para educadores ambientais Coleciona.

Guilherme Canela, da UNESCO, enfatizou a importância que a ONU confere à educomunicação há várias décadas. Mas cada vez o tema tem mais relevância, devido à centralidade das mídias na experiência cotidiana, no trabalho, no estudo e no lazer. Com o barateamento do custo de se tornar fazedor de conteúdo midiático, o tema não pode mais ser ignorado, tem de ser incorporado às decisões de política pública. “Ou fazemos bem ou fazemos mal, mas não se pode mais fazer nada”. Até o final do ano, a UNESCO escolherá 8 paises piloto para lançar iniciativa de qualificação de educomunicadores, o Brasil pode ser um deles.

No terceiro setor, a carreira de educomunicador já vem sendo procurada há tempo. Eles já são uma realidade, por exemplo, na Viração, revista, site e movimento social, no Canal Futura de televisão e na Associação Cidade Escola Aprendiz. Em todos esses ambientes o profissional tem de se adaptar à migração digital, à transformação na direção dos fluxos de comunicação, que deixa de ser difusão unidirecional (broadcast) para ser interação multidirecionais (web). Há intensa mudança nas formas de aquisição de conteúdo, o usuário passa a ser protagonista, estabelecendo uma relação dialógica. Assim, o profissional precisa trabalhar em parceria nos projetos de comunicação que são elaborados por todo mundo, em todo lugar, a todo tempo. A produção tem de ser dialógica, colaborativa, em rede, interativa, com co-autoria modular e granular, ou seja, sem equipes internas, com produções tercerizadas, nas quais os parceiros têm autonomia editorial. O lider de comunidade do nordeste é um grão tão importante no sistema como o grão universidade de renome em São Paulo. Assim, a competência básica do educomunicador é mediação de interesses. Afinal consensos provisórios são substituídos por outros a todo momento e não haverá nunca unanimidade.

Como sintetizou Vitor Massao, o educomunicador “nao deve ensinar a pescar, mas a caminhar junto até o lago”. O profissional tem de contribuir para a descoberta não descobrir, não tem que mostrar o seu jeito de fazer as coisa, mas mediar para que a pessoa encontre o seu próprio caminho. Os desafios são grandes, mas o curso de licenciatura da USP já é um primeiro passo.

Danielle Denny

A incrível história do professor que não sabia ler

 Vejam que história interessante esta do professor que não sabia ler. A se confirmar ela é no mínimo um fenômeno. Leiam:


John Corcoran é o que podemos considerar um fenômeno! Mesmo sem saber ler, escrever ou mesmo soletrar, ele conseguiu se formar em uma universidade da Califórnia e dar aula - dar aula!!! - por 17 anos em outra. O americano só foi alfabetizado aos 48 anos.

"Mas como isso foi possível, caro blogueiro?", você está se perguntando, não? Vamos à explicação que o próprio deu à emissora "10 News", de San Diego: quando era aluno de escola primária, John começou a apresentar problemas de aprendizado.

O menino contou com a conivência dos pais e dos professores, que o passavam de ano. "Quando eu tinha 8 anos, eu rezava na hora de dormir 'Deus, por favor, amanhã, quando for a minha vez de ler em sala, faça-me ler'". Mas o milagre não acontecia. O milagre da leitura, porque o da aprovação sempre aparecia ao fim do ano letivo. Por causa de problemas psicológicos e comportamentais, o pequeno Johnnie tinha suas deficiências acobertadas e sempre avançava.

John também contribuiu, aprendendo a disfarçar sua condição iletrada. Arrumava problemas em sala de aula e passava boa parte do tempo no escritório do diretor. Em 1956, ele recebeu o diploma da Palo Verde High School, em Blythe.

E John chegou à universidade, em El Paso. Lá aprimorou suas técnicas para burlar o sistema. Ele roubava provas e convencia colegas a completar suas tarefas. Trapaceiro virou o sobrenome de John.

"Eu não podia ler palavras, mas podia ler o sistema e as pessoas", disse.

Em 1961, John se tornou bacharel em educação. Educação!!!!! Mesmo analfabeto...

"A prefeitura de El Paso dava a quase todos os graduados um emprego", explica John.

Durante 17 anos, mesmo sem juntar lé com cré, o americano deu aulas em uma escola secundária de Oceanside.

A tática de John: ele desenvolveu um técnica de ensino baseada nos recursos oral e visual. Um gênio, não?"Não havia uma palavra escrita por mim em sala de aula. Eu sempre tinha dois ou três professores assistentes para escrever no quadro e ler o boletim", conta.
Em um determinado momento, a farsa ficou insuportável e John pediu licença da escola, Ele se trancou com uma tutora voluntária, de 65 anos. Depois de um ano, já sabia ler. Pelo menos tanto quanto os seus alunos.

O americano já escreveu dois livros e criou a Fundação John Corcoran, que ajuda analfabetos a terem uma melhor oportunidade na sociedade.

Estou de queixo caído...

domingo, 29 de agosto de 2010

Exame genético de Hitler

 Vejam que notícia interessante com relação ao mapa genético de Hitler. Ele era um pouco judeu e um pouco Negro. o que não entendi é que sendo a "negritude" um fenótipo, ou seja, um traço biológico, é possível ele ser capturado nesse tipo de análise. Mas, e com relação a ser judeu? Será que há algum traço genético-biológico que seja possível ser capturado? Acho difícil! De todo modo, segue a matéria do portal Terra.

 Exames de DNA realizados com parentes do ex-líder nazista Adolf Hitler revelaram que ele era descendente de pelo menos dois "grupos" que desprezava: judeus e negros. Segundo a revista belga Knack, o jornalista Jean-Paul Mulders pegou um guardanapo usado por um sobrinho-neto de Hitler que vive em Long Island, nos Estados Unidos, e mandou o material para testes. As informações são do jornal Daily Mail.
A análise da amostra levou Mulders até a Áustria, onde ele descobriu que um agricultor identificado como Norbert H. era primo do ditador. O jornalista, junto com o historiador Marc Vermeeren, encontrou também outros 39 parentes distantes de Hitler no país. Norbert H. concordou em fornecer material genético para os exames.
Utilizando as duas amostras, especialistas chegaram à forma particular do DNA, Haplopgroup E1b1b - que é rara na Alemanha e em toda a Europa Ocidental. "É mais comumente encontrado no Marrocos, na Argélia, Líbia e Tunísia", disse Jean-Paul Mulders. Especialistas suspeitam que o grupo genético seja o mesmo ao qual pertencem uma das maiores linhagens de famílias judaicas. "Pode-se dizer, a partir desta premissa, que Hitler era parente de pessoas que ele desprezava", afirmou o jornalista na revista.

sábado, 28 de agosto de 2010

Elucubrações da grande imprensa

A grande mídia diante do resultado absolutamente adverso por que passa o seu candidato, faz mil elucubrações para tentat explicar esse fracasso. O "Estado de São Paulo" fez uma matéria dizendo o óbvio, mas querendo dar a este óbvio um ar de denúncia, ou de tentar minimizar a imagem da candidata Dilma. Eles dizem em letras garrafais que "não são os atributos da petista que seduzem os eleitores", acrescentando que 2 em cada 3 eleitores dela só fazem isso porque ela é a candidata do Lula. É ou não chover no molhado? Não há dúvida que boa parte do eleitorado de Dilma vota nela por conta dela ser a candidata do Lula, ponto. Mas o que se pode depreender disso é que as pessoas estão votando em um projeto o qual elas vêem como positivo. Não há mistério!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Dilma e Fluminense, tudo a ver...

Em nova pesquisa nacional do Ibope, aplicada esta semana e que será publicada amanhã pelo jornal O Estado de S. Paulo, Dilma Rousseff abriu 24 pontos percentuais de vantagem sobre José Serra.

Ela subiu oito pontos percentuais nas intenções de voto. Foi para 51%. Serra caiu cinco pontos percentuais - de 32% para 27%. Marina Silva oscilou de 8% para 7%.

Todos os adversários de Dilma somam 34% de intenção de voto. Ela tem 17 pontos percentuais a mais do que eles. Se a eleição fosse hoje, ganharia no primeiro turno.

E agora José?? Ou réquiem para um tucano

Enquanto a oposição sem rumo tenta criar um fato novo que a tire do lamaçal em que se encontra, a campanha da Dilma marcha inexoravelmente para a vitória no primeiro turno. Tenho comparado a campanha dela com a do Fluminense, ou seja, tá lá nas cabeças. Bom, mas voltando a política, eu fiquei sabendo hoje que, entrevistado pela folha e pelo Jornal Nacional, o ministro (que não é flor que se cheire) Marco Aurélio Mello teria dito que "quebra de sigilo fiscal é golpe baixo", mas concluiu afirmando que "eles", se referindo a campanha da Dilma, "não precisam disso". Acontece que a Folha e o JN só usaram a primeira fala do ministro, tentando dessa maneira fazer parecer que há uma suspeita generalizada de que foi mesmo a campanha da Dilma que se utilizou da Receita Federal com fins eleitorais. Esse falso escândalo só reverbera nos blogs que vivem a soldo das fundações ligadas ao PSDB (como o do Reinaldo Azevedo) ou no PIG. Fora disso ninguém leva a sério.
Bom, mas para rir um pouco vale a pena ver essa montagem feita pelo blog "Cloaca News" intitulado "Réquiem para um tucano" com a canção "José" de Paulo Diniz sobre poema de Carlos Drummond. Vejam:

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Já era de se esperar um "escândalo"...

Por que raios o PT , a candidatura Dilma ou quem quer que seja no âmbito progressista iria bisbilhotar o sigilo fiscal da apresentadora Ana Maria Braga? A quem interessaria, de fato, enredar a campanha do PT --como acusa Serra no leito da extrema-unção eleitoral -- numa trama improvável que transforma em vítimas de um mesmo redil alguns de seus 'homens de confiança e de caixa" e a apresentadora mais popular da televisão brasileira junto ao eleitorado feminino? Recorde-se que esta fatia majoritária do universo eleitoral, antes serrista, foi progressivamente conquistada por Dilma, que empatou e agora bate o adversário na preferencia das mulheres, por larga margem, em todas as pesquisas de intenção de voto. A própria apresentadora Ana Maria Braga já manifestou simpatia pela candidata à sucessão de Lula. Insuspeito de qualquer empatia equivalente, o comentarista da Folha, Janio de Freitas, sempre ácido contra Lula, alertava hoje de forma quase premonitória em sua coluna, na qual lamenta o abandono de Serra pelos seus próprios pares. Aspas: '...Menos pela excitação quase esportiva das pesquisas do que pelas atitudes de José Serra e do PSDB diante delas, a disputa eleitoral para a Presidência reduz-se a uma pergunta: o que dizer ainda a seu respeito? É verdade que a Polícia Federal, ao menos até agora, não entrou em cena, como fez nas últimas campanhas com insuspeitada vocação eleitoral, de feitos jamais esclarecidos dada a útil circunstância de que à própria PF coube o dever do esclarecimento.O ensaio de um ex-delegado federal não passou disso mesmo, agora, com o tal convite para abastecer de dados, sobre oposicionistas, um citado serviço de inteligência da campanha de Dilma Rousseff. Tempo há, mas seria impróprio atribuir a essa expectativa as atitudes de Serra e do PSDB diante da sua performance no skate em ladeira..." Recoloca-se a pergunta: a quem interessa a reedição de um 'caso Lunus' versão 2010? Em 2002, como se recorda, uma obscura ação da PF envolvendo como sempre malas de dinheiro fotogenicamente oferecidas ao Jornal Nacional e correlatos, tirou da disputa Roseane Sarney, então a principal rival de Serra na disputa pela primazia eleitoral junto aos interesses de centro-direita na sucessão de FHC. Como ironiza Janio de Freitas coube à própria raposa investigar o esquartejamento das galinhas nquele episódio. O caso nunca foi esclarecido, mas a família Sarney sedimentou uma esférica certeza: Serra deixou digitais na chacina.
(Carta Maior; 27-08)

Mais uma lusitana...

Portugal sempre foi para nós brasileiros, fonte de piadas e brincadeiras. Agora na era virtual não seria diferente. De vez em quando encontro na rede umas coisas engraçadas, como por exemplo, a Anabela de Malhadas, que postei há alguns dias atrás. Agora posto uma conversação televisiva muito engraçada. A âncora do jornal ficou um pouco atordoada com a inusitada cantada, se podemos dizer assim, que recebeu de um fã. Vejam:

da série ilusão de ótica

Leitor, se você olhar de perto essa imagem verá uma pessoa muito conhecida: o cientista Albert Einstein. Mas se você se afastar aproximadamente 05 metros verá surgir a imagem de Marilyn Monroe. Experimente:


quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Centenário de dois grandes mestres

Noel Rosa e Adoniran Barbosa, um centenário para dois cronistas...



Neste ano de 2010 dois expoentes do cancioneiro popular brasileiro assinalam seus respectivos centenários de nascimento. Pois é, o paulista Adoniran Barbosa e o carioca Noel Rosa completariam, se vivos fossem, a marca dos cem anos. Mas o importante de assinalar nessa coincidência não é apenas a data redonda e cheia, mas o fato de que os dois se constituem como dois gigantes da crônica social e de costumes do tempo em que produziram.

Noel e Adoniran se inscrevem em uma longa e rica tradição narrativa dos elementos que compõem as realidades cotidianas. Por suas letras desfilam os personagens da malandragem, e entendemos aqui esse termo não apenas como característica de pessoas malfazejas, mas também como um conjunto de habilidades necessárias para situar os indivíduos dentro de uma ordem social excludente. A astúcia do pobre, como diz Ariano Suassuna se referindo ao seu personagem João Grilo, é a forma que o pobre tem para conseguir sobreviver.

Esses dois artistas podem ser considerados como sambistas, uma vez que o samba foi a forma musical predominante na qual os dois desenvolveram suas canções. Compuseram marchas e emboladas (no caso de Noel), mas foi mesmo no samba que os dois se notabilizaram. Nesse sentido é importante lembrar que a década de 1930 é, segundo alguns pesquisadores, o período em que no Rio de Janeiro esse gênero vai passar por uma transformação fundamental. As mudanças referidas se dão tanto no que diz respeito aos elementos intra-musicais – modificações rítmicas que o faria ficar mais distante do gênero maxixe, e mudanças timbrísticas –, mas também extra-musicais, como por exemplo, o papel simbólico que o samba iria desempenhar na sociedade carioca e brasileira nos anos seguintes até se tornar o gênero musical identitário brasileiro por excelência. É na geração de Noel que o samba vai de certa forma “embranquecendo”, sendo ele talvez o primeiro compositor branco de destaque no cenário do samba carioca.

O humor é também uma característica comum aos dois compositores. Mas registremos que são “humores” diferentes. Noel é sarcástico e irônico inclusive com ele mesmo, haja visto o samba “Tarzan, o filho do alfaiate”, samba no qual ele fala de um personagem que apesar de ser muito magro tem um alfaiate que com seu corte faz dele um sujeito aparentemente forte. “cheguei até a ser contratado / prá subir em um tablado / pra vencer um campeão / mas a empresa / prá evitar assassinato / rasgou logo meu contrato / quando me viu sem roupão”. Noel descreve como ninguém uma certa malandragem carioca, basta ouvir “conversa de botequim”, para entender do que se fala aqui. Enfim... uma jóia!

Por outro lado, Adoniran tem várias passagens engraçadas extraídas do cotidiano sofrido das pessoas comuns. Mas não raro, essa alegria tende a resvalar numa tristeza que na verdade parece que sempre esteve ali. Faz lembrar muito a alegria/tristeza do palhaço, que não obstante nos fazer rir, acaba por nos entristecer com um desfecho que aponta para uma carência, uma falta. É muito comum ainda esse humor vir junto com uma resignação, que faz com que o texto seja ao mesmo tempo de denúncia social e de aceitação das coisas tal qual elas se arranjaram. Esse viés aparece em inúmeras obras do mestre paulista. No clássico “Saudosa maloca” o tema é, sem dúvida, o da especulação imobiliária, ou em outras palavras, de um tipo de ocupação do espaço público que privilegia o capital e relega o indivíduo pobre a uma condição de não-cidadania. Mas o arremate que Adoniran dá a esta peça que deveria ou poderia ser de denúncia das injustiças do cotidiano, ganha um ar de fatalidade quando ele diz: “os ‘home’ tá com a razão nóis arranja outro lugar”, ou mais a frente quando em tom de consolo fala “Deus dá o frio, conforme o cobertor”. É ou não é uma primor de resignação e aceitação. Há ainda, entre outras tantas, uma canção que se chama “Despejo na favela”, samba gravado em duo com Gonzaguinha, que como o próprio título já adianta, trata de uma ação na favela na qual o poder público vai desalojar a todos. O máximo de rebeldia que ele professa é quando diz “não tem nada não seu doutor / não tem nada não / amanhã mesmo vou deixar meu barracão / não tem nada não seu doutor / vou sair daqui pra não ouvir o ronco do trator”.

Para encerrar eu gostaria de destacar aqui uma análise feita pelo compositor e professor de Literatura da USP José Miguel Wisnik. Em um texto chamado “Te-manduco-não-manduco: a música popular de São Paulo” Wisnik analisa o modo como a cidade de São Paulo se imprime na música de Adoniran em um tentame de interpretação das relações entre o indivíduo e a cidade. Wisnik conta uma passagem em que Paulo Vanzolini (o compositor da canção “Ronda”) certa feita perguntou a Adoniran por que é que no samba “trem das onze” ele falava “em Jaçanã” e não no Jaçanã como de fato falam os moradores daquele bairro. Adoniran teria dito “e eu sei lá onde fica essa porcaria”. Wisnik analisa que isso equivale pensar Noel não saber onde é Vila Isabel ou Cartola não saber onde é a Mangueira. Claro que Adoniran estava ligado àquela parte da cidade mais italianizada como o Bexiga, mas o fato dele ter citado o Jaçanã sem ter nenhuma relação com o lugar evidenciava uma relação ficcional entre o artista e a cidade, diferente dos artistas do Rio, que citava os espaços geográficos com os quais eles tinham uma relação orgânica. Nesse sentido ele considera que pelas dimensões e configurações da cidade de São Paulo, esta seria na obra do compositor uma peça ficcional, e em sendo assim o próprio cantor compositor que era Adoniran, era também um personagem dessa criação.

De todo modo, registremos aqui a importância desses dois criadores e intérpretes da alma brasileira que foram Noel de Medeiros Rosa e João Rubinato, ou simplesmente Noel Rosa e Adoniran Barbosa.


p.s. quem puder dê uma olhada na série feita pela jornalista Aline Midlej e que está disponível no link:

http://videos.band.com.br/v_65609_adoniran_100_anos_na_boca_do_povo_sotaque.htm

domingo, 22 de agosto de 2010

Para rir um pouco

Flagrante de um programa de rádio em Portugal... contribuição do meu sobrinho Tito.


sábado, 21 de agosto de 2010

plebiscito da terra: diga sim, coloque limites em que não tem.

Eleger Dilma é importante, mas é também importante participar desse movimento que quer por às claras a situação do latifúndio no Brasil. Reparem que os grandes meios de comunicação nem sequer menciona o movimento que culminará em setembro com um plebiscito. É importante compreender o que está sendo proposto. Segue abaixo um artigo dos organizadores do movimento. Prestem atenção nos números (e olha que não são números do MST, não, é o do próprio IBGE) da questão agrária no Brasil. É, pra dizer pouco, um escândalo.



Diga sim! Coloque limites em quem não tem!
por Assessoria de Comunicação FNRA Falta menos de um mês para o início do Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra no Brasil. Entre os dias 01 e 07 de setembro, toda a sociedade brasileira terá a oportunidade de dizer se é a favor ou contra a concentração de terras no país, ou seja, se concorda ou não com o latifúndio.
Durante os dias 15 e 17 de julho, cerca de 100 representantes de entidades, organizações, movimentos e pastorais sociais do campo e da cidade de todos os estados da federação, estiveram reunidos em Brasília para a II Plenária Nacional de Organização do Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra.
No encontro foram aprofundados estudos sobre a questão fundiária do país, em que os participantes expuseram a realidade de cada região brasileira. As atividades contaram com a assessoria do geógrafo e professor da Universidade de São Paulo (USP), Ariovaldo Umbelino. Além das análises, foram debatidas e planejadas ações de divulgação, organização e articulação da semana da coleta dos votos.
Os estados já estão organizados em comitês compostos por diferentes entidades e organizações. A partir dos comitês estaduais, estão sendo formados os comitês regionais, onde municípios das diferentes regiões também estão sendo inseridos no processo.
Dentre os encaminhamentos da plenária, foi definido o Dia Nacional de Mobilização pelo Limite da Propriedade da Terra, que será realizado no dia 12 de agosto, em memória a mártir Margarida Alves, camponesa assassinada em 1983. Neste dia os articuladores do Plebiscito Popular farão um grande mutirão de formação da sociedade brasileira que já está sendo conscientizada sobre a realidade agrária do país.
A população brasileira também é convidada a participar de um abaixo-assinado que já está sendo circulando em todo país e que continuará após o Plebiscito. O objetivo desta coleta de assinaturas é entrar com um Projeto de Emenda Constitucional (PEC) no Congresso Nacional para seja inserido um novo inciso no artigo 186 da Constituição Federal que se refere ao cumprimento da função social da propriedade rural.
Além das 54 entidades que compõem o Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo, também promovem o Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra, a Assembléia Popular (AP) e o Grito dos Excluídos. O ato ainda conta com o apoio oficial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic).
Pelo direito à terra e à soberania alimentar: Vamos às urnas mostrar nosso poder popular!
Vamos à luta
A realização e o sucesso do plebiscito dependem única e exclusivamente da participação e do empenho de cada um, de cada entidade, organização e pastoral, uma vez que não existe nenhum apoio público e da mídia. Representa a força e a determinação de quem acredita em que algo pode ser feito para corrigir esta absurda concentração de terras que acaba por excluir milhões de famílias de terem seus direitos protegidos. Portanto,
  • Fale, comente e divulgue, também pela internet e redes sociais (orkut, twitter), o plebiscito para seus amigos, sua família e colegas de trabalho.
  • Integre-se aos comitês locais ou estaduais que vão organizar o Plebiscito.
Na Semana da Pátria, junto com o Grito dos Excluídos:
  • Intensifique a divulgação;
  • Ajude a organizar os locais de votação;
  • Participe de alguma mesa de votação;
  • VOTE;
  • Assine o abaixo-assinado que será levado ao Congresso Nacional para que seja votada uma emenda constitucional que determine um limite ao tamanho das propriedades.
Conheça as perguntas que estarão na cédula de votação durante o Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra
1 - Você concorda que as grandes propriedades de terra no Brasil devem ter um limite máximo de tamanho?
2 - Você concorda que o limite das grandes propriedades de terra no Brasil possibilita aumentar a produção de alimentos saudáveis e melhorar as condições de vida no campo e na cidade?

Rumo à vitória no primeiro turno.

Dilma abre 17 pontos para Serra e venceria no 1o turno segundo o Datafolha



A cada pesquisa se torna mais plausível o cenário de vitória da Dilma no primeiro turno. É o que diz a nova pesquisa Datafolha. tudo isso já era esperado, pois com a campanha televisiva ficou mais fácil a identificação da candidata com o presidente Lula. E haja contorcionismos desses analistas portadores do que se pode chamar de douta ignorância sociológica, em tentar plasmar um cenário de "ninguém sabe o que vai acontecer". Os jabores, catanhêdes e azevedos até que se esforçam em agradar os respectivos patrões, mas são absolutamente atropelados pela enxurrada dos fatos. Por outro lado, o jornal nacional que tinha definido que não ia mais publicar pesquisas do Sensus e Voz Populi (será que era porque os números eram desfavoráveis ao Serra??) vai ter que publicar esses novos números.
 A nova pesquisa fala em 17 pontos de vantagem para a candidato do governo. Só fico preocupado com a Dona Eva, cujo vídeo publicamos dias atrás aqui no blog, que desta feita pode ter problemas de saúde de tanto rir.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

O GLOBO E AS COTAS...

Carta aberta sobre as cotas na UFRJ


Ao contrário do que pretendem afirmar alguns setores da imprensa, o debate em torno de políticas afirmativas e de sua implementação no ensino universitário brasileiro não pertence à UFRJ, à USP ou a qualquer setor, "racialista" ou não, da sociedade. Soma-se quase uma década de reflexões, envolvendo intelectuais, dirigentes de instituições de ensino, movimentos sociais e movimento estudantil, parlamentares e juristas.

Atualmente, cerca de 130 universidades públicas brasileiras já adotaram políticas afirmativas - entre as quais, a das cotas raciais - como critério de acesso à formação universitária. Entre estas instituições figuram a UFMG, a UFRGS, a Unicamp, a UnB e a USP, que estão entre as mais importantes universidades brasileiras.

Em editorial da última terça-feira, 17 de agosto, intitulado "UFRJ rejeita insensatas cotas raciais", o jornal O Globo assume, de forma facciosa, uma posição contrária a essas políticas afirmativas. O texto desmerece as ações encaminhadas por mais de cem universidades públicas e tenta sugestionar o debate em curso na UFRJ. Distorcendo os fatos, o editorial fala em "inconstitucionalidade" da aplicação do sistema de cotas, quando, na verdade, o que está em pauta no Supremo Tribunal Federal não é a constitucionalidade das cotas, mas os critérios utilizados na UnB para a aplicação de suas políticas afirmativas.

Na última década, enquanto a discussão crescia em todo o país, a UFRJ deu poucos passos, ou quase nenhum, para fazer avançar o debate sobre as políticas públicas. O acesso dos estudantes à UFRJ continua limitado ao vestibular, com uma mera pré-seleção por meio do ENEM, o que significa um processo ainda excludente de seleção para a entrada na universidade pública. Apesar disso, do mês de março para cá, o debate sobre as cotas foi relançado na UFRJ e, hoje, várias decisões podem ser tomadas com melhor conhecimento do problema e das posições dos diferentes setores da sociedade em relação ao assunto.

Se pretendemos avançar rumo a uma democracia real, capaz de assegurar espaços de oportunidades iguais para todos, o acesso à universidade pública deve ser repensado. Isto significa que é preciso levar em conta os diferentes perfis dos estudantes brasileiros, em vez de seguir camuflando a realidade com discursos sobre "mérito" (como se a própria noção não fosse problemática e como se fosse possível comparar méritos de pessoas de condição social e trajetórias totalmente díspares) ou sobre "miscigenação" (como se não houvesse uma história de exclusão dos "menos mestiços" bem atrás de todos nós).

Cotas sociais - e, fundamentalmente, aquelas que reconhecem a dívida histórica do Brasil em relação aos negros - abrem caminhos para que pobres dêem prosseguimento aos seus estudos, prejudicado por um ensino básico predominantemente deficiente. Só assim os dirigentes e professores das universidades brasileiras poderão continuar fazendo seu trabalho de cabeça erguida. Só assim a comunidade universitária poderá avançar, junto com o país e na contra-mão da imprensa retrógrada, representada por O Globo, em direção a um reconhecimento necessário dos crimes da escravidão, crimes que, justamente, por ainda não terem sido reconhecidos como crimes que são, se perpetuam no apartheid social em que vivemos.



Rio de Janeiro, 19 de agosto de 2010



Assinam os professores da UFRJ:



Alexandre Brasil - NUTES

Amaury Fernandes – Escola de Comunicação

André Martins Vilar de Carvalho - Filosofia/IFCS e Faculdade de Medicina

Anita Leandro – Escola de Comunicação
Antonio Carlos de Souza Lima – Museu Nacional

Beatriz Heredia - IFCS

Clovis Montenegro de Lima - FACC/UFRJ-IBICT
Eduardo Viveiros de Castro – Museu Nacional

Denilson Lopes – Escola de Comunicação

Elina Pessanha - IFCS

Fernando Alvares Salis – Escola de Comunicação

Fernando Rabossi - IFCS

Fernando Santoro - IFCS

Flávio Gomes - IFCS

Giuseppe Mario Cocco - Professor Titular, Escola de Serviço Social

Heloisa Buarque de Hollanda – Professora Titular, Escola de Comunicação/FCC

Henrique Antoun - Escola de Comunicação

Ivana Bentes – Diretora, Escola de Comunicação

Katia Augusta Maciel - Escola de Comunicação

Leilah Landim – Professora – Escola de Serviço Social

Leonarda Musumeci – Instituto de Economia
Lilia Irmeli Arany Prado – Observatório de Valongo

Liv Sovik – Escola de Comunicação

Liz-Rejane Issberner - FACC/UFRJ-IBICT
Marcelo Paixão – Instituto de Economia

Marcio Goldman – Museu Nacional

Marildo Menegat – Escola de Serviço Social

Marlise Vinagre - Escola de Serviço Social

Nelson Maculan - Professor titular da COPPE e ex-reitor da UFRJ

Olívia Cunha – Museu Nacional

Otávio Velho – Professor Emérito, Museu Nacional

Paula Cerqueira – Professora Instituto de Psiquiatria

Paulo G. Domenech Oneto – Escola de Comunicação
Renzo Taddei – Escola de Comunicação

Roberto Cabral de Melo Machado - IFCS

Samuel Araujo – Escola de Música

Sarita Albagli – Professora PPG-FACC-UFRJ/IBICT

Silvia Lorenz Martins - Observatorio do Valongo

Suzy dos Santos – Escola de Comunicação

Tatiana Roque – Instituto de Matemática

Virgínia Kastrup – Instituto de Psicologia

Silviano Santiago, Professor emérito, UFF

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

A revolta dos touros, ou tourada bem sucedida (do ponto de vista do touro)

Se tem uma coisa que me incomoda são essas diversões que tem como objeto o sofrimento e/ou a morte de animais. Confesso que fiquei feliz em ver as imagens de uma tourada na qual o touro sobe as arquibanadas e vai acertar contas com a platéia. Não é essa platéia tão ávida de sangue e sofrimento? Que tal se regozijar com o próprio sangue e o próprio sofrimento? Pena que no final o touro morreu, quando quem deveria de fato morrer era... deixa pra lá!
Vejam as imagens:

Dona Eva e as pesquisas eleitorais

Logo depois da pesquisa eleitoral feita pelo Datafolha para presidente(a) da república, a Dona Eva deu esse depoimento. Vejam, é muito engraçado:

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Rumo à vitória no primeito turno

Vox Populi: cresce tendência de vitória no primeiro turno

17.08.2010
Pesquisa Vox Populi divulgada nesta terça-feira pela TV Bandeirantes dá vantagem ainda maior da candidata da coligação Para o Brasil Seguir Mudando, Dilma Rousseff, em relação ao seu adversário José Serra (PSDB).
Segundo o levantamento, Dilma ganharia a eleição já no primeiro turno. Ela está 16 pontos a frente de Serra com 45% das intenções de voto, enquanto o tucano tem 29%.
Em relação à pesquisa Vox Populi divulgada em julho, Dilma subiu quatro pontos percentuais, enquanto Serra caiu quatro pontos. A candidata Marina Silva (PV) manteve, em agosto, os 8% da preferência do eleitorado de julho.
A pesquisa Vox Populi confirma a tendência já apontada pelo Instituto Ibope que Dilma Rousseff poderia ganhar a eleição no primeiro turno.

sábado, 14 de agosto de 2010

a boa tese do "ex-gabeira"

  Merece destaque aqui no blog a tese sobre o "ex-gabeira", colocada pelo candidato Jefferson Moura do PSOL, que trata das tranformações pelas quais passou Fernando Gabeira nos últimos anos. A cada eleição parece que fica mais evidente que este senhor renunciou aos seus ideais, como se dizia antigamente, e as negociou na "bacia da almas". É flagrante que nesse sentido Gabeira é um candidato desalmado, e com péssimo tino político partidário. Na minha opinião, ele calculou, quando ainda era membro do governo Lula, que os supostos escândalos que estavam por vir, iriam "detonar" o governo, e pensando em salvar sua pele tratou de se desligar do mesmo com aquele papo moral, ético e etc. Ele sem dúvida calculava que o projeto de governo representado por Lula estava no início do fracasso, e daí tratou de iniciar novo caminho político.  Que cálculo mal feito, hein!
  Bom, aí fez tudo isso para cair de mala e cuia no ninho dos tucanos. Onde já se viu tamanha confusão? Sair com um discurso moralizante, ético, e falando em sonhos e ir se juntar com essa malta direitista que hoje o PSDB representa. Mas de certa forma ele ainda viveu de um certo capital que comseguiu amainar em outros tempos. Era útil também para o PSDB do Rio, pois desde Marcelo Alencar que o partido não consegue mais ter força no Estado, daí Gabeira surge ressucitanto esse pessoal.
 Acontece que a cada eleição que passa esse capital gabeirista se esvai, pois boa parte de seus antigos eleitores o eram pelas posições que o antigo Gabeira tinha, e seus eleitores percebem que trata-se de ex-gabeira mesmo, que tendo saído oportunisticamente de um Governo relativamente bem sucedido, só encontrou guarida no ninho da direita brasileira. Pior pra ele. 
 E nesse imbróglio todo, resta saber o que sobrará, depois das eleições, da candidata Marina Silva que se deixou levar por essa turma, e pela ideia de que era uma das 50 pessoas mais influentes do mundo. É lamentável!!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Nova pesquisa datafolha

 DILMA 41% X SERRA 33%

DATAFOLHA JOGA A TOALHA E DÁ UM CAVALO DE PAU DE 9 PONTOS EM 20 DIAS PARA SE 'ADEQUAR' AO DECLÍNIO TUCANO


Entre a pesquisa de 24 de julho e a de agora, um intervalo de 20 dias, o Datafolha tira 4 pontos de Serra e adiciona cinco pontos às intenções de voto em Dilma. O que se intui por esse ajuste sem pudor é que a situação de Serra pode ser até pior. Há muito, o esfarelamento de sua candidatura vem sendo constatado por praticamente todos os demais institutos. Só o Datafolha resistia. Ao jogar a toalha sangrando Serra em praça pública com um cavalo de pau de nove pontos, o instituto da família Frias envia uma mensagem devastadora, quase uma admissão pública de que 'não dá mais para segurar'. O recado pode desencadear um 'salve-se quem puder' na coalizão demotucana, multiplicando-se as defecções na base aliada às vésperas de iniciar o horário político eleitoral. Esse risco é reforçado por outro indicador indigesto revelado pela pesquisa, uma espécie de 'fuja dele se você for candidato' que parece dar razão às estratégias de campanha que já escondem o nome e o rosto de Serra em santinhos. O ex-governador de SP, com declinantes 33% de apoio, já se aproxima dos 30% de rejeição -- está com 28%, segundo o Datafolha. Confirma-se assim o que outros institutos vinham captando: o tucano se debate espetado em uma cruz feita de porcentuais quase idênticos, mas de sinais trocados, em que a linha da rejeição sobe e a das intenções de votos desaba. A cristianização de sua candidatura, a exemplo do que ocorreu com o presidenciável Cristiano Machado, nos anos 50, abandonado pelo próprio partido, o PSD, que apoiou Vargas, pode se tornar um fenômeno epidêmico nas campanhas demotucanas em todo o país.

do site Carta Maior

O dia em que a globo falou mal do Serra...

Muito curiosa esta ocorrência que está abaixo publicada. Trata-se de um progrma da globonews no qual a apresentadora tenta encaminhar a coversa para um lado e a coisa vai pra outro totalmente diferente. Parece que ela não consegue tomar as rédeas da coisa, pois os entrevistados vão, fugindo da orientação dela, dando explicações das razões pelas quais a candidatura Serra está à deriva. A leitura dos dois cientistas políticos é bem interessante. Vejam: